Jawad Bendaoud foi acusado de cumplicidade com terrorismo, mas sempre alegou ser inocente. Tribunal não considerou provado que ele conhecia as intenções dos terroristas.

Jawad Bendaoud, o homem que alugou o apartamento onde se esconderam os organizadores dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis, foi absolvido nesta quarta-feira (14) da acusação cumplicidade com terrorismo, na sentença do primeiro processo vinculado aos ataques.

O Tribunal Correcional de Paris não considerou provado que Bendaoud conhecia as intenções terroristas das pessoas a quem alugou seu apartamento em Saint-Denis e que tinham participado dos atentados de 13 de novembro, entre elas o considerado líder do grupo, Abdelhamid Abaaoud.

Bendaoud, para quem a Promotoria pedia cinco anos de prisão, sairá provavelmente nesta quarta da prisão após um tumultuado e midiático julgamento.

Ele sempre alegou ser inocente e reconheceu se dedicar ao tráfico de drogas, mas afirmou que não tinha posto o apartamento a serviço do comando de ter conhecido suas intenções. Após ouvir o veredicto, o acusado levantou os braços em sinal de vitória, cumprimentou os guardas que o escoltavam e beijou seu advogado.

Seu rosto ficou conhecido na noite em que, cinco dias depois dos atentados que tiraram a vida de 130 pessoas em Paris e Saint-Denis, os agentes antidistúrbios franceses invadiram o apartamento, o que provocou a morte dos seus ocupantes.

Segundo os investigadores, os jihadistas planejavam um novo atentado no bairro de La Défense, nos arredores de Paris.

Bendaoud esteve no local, isolado pela polícia, e foi interrogado por algumas emissoras de televisão, antes de ser detido diante das câmaras.

Condenados

A corte condenou, no entanto, os outros dois réus, a 5 anos de prisão por cumplicidade com crime terrorista.

Um deles é Mohammed Soumah, quem os juízes consideraram que tinha informação suficiente sobre as intenções dos jihadistas e vontade de ajudá-los em sua fuga.

Enquanto isso, Youssef Aït Boulahcen, primo do líder Abaaoud e irmão de Hasna Aït Boulahcen, foi condenado a 4 anos de prisão, um deles isento de cumprimento, por não denúncia de crime terrorista.

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