Ideia é desassociar Frente Nacional da imagem de antissemita e racista. Le Pen foi reeleita presidente do partido neste domingo (11).

A líder da extrema-direita na França, Marine Le Pen, propôs neste domingo (11) que o partido da Frente Nacional seja renomeado para "União Nacional", com o objetivo de modificar uma marca já associada por muitos eleitores ao racismo e ao antissemitismo. A mudança facilitaria alianças políticas.

Le Pen, única candidata, foi reeleita presidente do partido com 100% dos votos.

Em um congresso, ela disse que a prioridade do partido deve ser ganhar poder, o que só poderá ser alcançado por meio da coalizão com aliados.

"Nosso objetivo é claro: o poder", disse Le Pen aos militantes do partido reunidos na cidade de Lille. Ela foi aplaudida por seu discurso de denúncia à imigração, à globalização e à federalização da Europa.

"Nós éramos originalmente um partido de protesto", disse ela. "Não deve haver dúvida de que podemos ser um partido no poder."

A ideia de mudar o nome do partido só foi aprovada por 52% dos membros da Frente Nacional, de acordo com os números fornecidos pelo partido. Eles terão que votar novamente no novo nome via correio.

Reprovação do pai

Jean-Marie Le Pen, pai de Marine e fundador do partido, chamou a troca de nome de "suicídio" político em uma entrevista à agência de notícias Reuters no mês passado.

"O nome da Frente Nacional traz uma história épica e gloriosa, que ninguém deve negar", disse Marine Le Pen. "Mas você sabe que para muitos franceses ele representa um obstáculo psicológico".

Embora tenha perdido a eleição do ano passado, os esforços da Marine Le Pen para limpar a imagem do partido têm dado certo até o momento. Ela ganhou um terço dos votos no segundo turno, quase o dobro do melhor resultado de seu pai em 40 anos comandado o partido.

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