Segundo eles, impacto tem causado rachaduras nas casas e pedras são arremessadas. Prefeitura e Codau se posicionaram sobre o assunto.

Moradores do Bairro Jardim São Bento, em Uberaba, reclamam das implosões feitas para abertura da Avenida Interbairro, que está sendo construída para ligar o Centro da cidade a 12 bairros da região do Grande Boa Vista.

Segundo eles, por causa das obras, estão surgindo rachaduras nas casas, além de pedras que são lançadas nos quintais e até nos telhados.

Por meio da assessoria de comunicação, a Prefeitura de Uberaba informou que todas as intervenções feitas pela Secretaria Municipal de Obras (Seorb) foram avisadas com antecedência. A assessoria do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) informou que 70% das obras de tubulação estão concluídas.

Moradores do Jardim São Bento, em Uberaba, reclamam de implosões em obras de avenida

Reclamação

É no trecho da Avenida Randolfo Borges Júnior, quase chegando à Univerdecidade, que são feitas as implosões. O local fica a cerca de 300 metros da Rua Bolívar de Oliveira, onde moram várias pessoas.

Esse trabalho começou há seis meses e, desde então, tira o sossego dos moradores do Jardim São Bento. Na cozinha da casa de Elizabeth Martins, por exemplo, as rachaduras estão de volta após quatro meses de uma reforma. Na garagem, três telhas precisaram ser trocadas depois das últimas implosões.

"Foi uma pedra enorme que caiu. Estava só a minha mãe em casa e ela teve um susto enorme, porque foram várias pedras que caíram. Então, são vários prejuízos com várias telhas, rachaduras em todo o lugar, e não tem com quem reclamar", disse a dona de casa.

O engenheiro agrônomo Robson Thuler também conta sobre os prejuízos que teve em casa. O muro dos fundos está trincado e a preocupação é ainda maior com a segurança da família, já que uma pedra, que saiu da obra, foi parar no quintal.

"Em uma das muitas implosões sem aviso que aconteceram, uma pedra caiu no quintal. Acredito que ela tenha caído primeiro em cima da casa, por causa do barulho que fez. Pelo tamanho da pedra, é um risco perigoso. Dá para ter noção da potência das implosões que levam uma pedra nessa distância", lembrou Thuler.

O piso em volta da piscina no imóvel de Marco Aurélio Marinho também está danificado. Segundo ele, o problema começou depois das intervenções e ainda há outros transtornos em consequência da obra.

"Tivemos problemas com as máquinas que faziam o trabalho 24h por dia, como britadeiras gigantescas. A gente sente a vibração dentro da casa. A gente espera que os responsáveis, no mínimo, tomem providências para que essas pedras não cheguem às casas e que a gente seja avisado dessas implosões", comentou o médico.

Segundo os moradores, além da empresa responsável pela construção da avenida, equipes do Codau também estão trabalhando no local.

Obra

A obra começou em 2012. Dois anos depois, órgãos ambientais apontaram problema: a avenida passa por uma extensa área verde, incluindo trechos de matas ciliares do Rio Uberaba. O trabalho já foi interrompido várias vezes e a data para conclusão alterada. A obra foi orçada em R$ 3,5 milhões e o novo prazo para conclusão é para o segundo semestre de 2018.

Ao MGTV, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que as explosões, sob responsabilidade da Seorb, foram realizadas até o fim do ano passado e todas comunicadas, com antecedência, aos moradores.

Sobre a parte de responsabilidade do Codau, a assessoria da companhia disse que a obra tem 70% da tubulação concluída e já opera parcialmente e que a execução agora ocorre nos trechos mais difíceis, onde foram encontrados solos com afloramento de pedra "bazalto".

A assessoria também explicou que a profundidade da escavação chega em alguns trechos a 9m e que todas as licenças para a fragmentação das rochas estão emitidas. Quanto às reclamações dos moradores, o Codau vai fazer vistorias para verificar a situação, mas não informou o prazo.

O canal de comunicação com a Prefeitura para reclamação ou tirar dúvidas é o Fala Cidadão, no número (34) 3318-0800.


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