Medida está sendo adotada devido à ocorrência de casos de febre amarela na região; Outras unidades de conservação estão em estado de alerta.

Os visitantes que não apresentarem o Cartão Nacional de Vacinação atualizado serão barrados na entrada do Parque Estadual de Ibitipoca, no distrito de Conceição de Ibitipoca, em Lima Duarte. De acordo com o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), a medida está sendo adotada devido à ocorrência de casos de febre amarela na região.

O comunicado foi publicado na página oficial do Parque na última segunda-feira (26). Os turistas deverão apresentar carteira de identidade e o cartão de vacinação dentro do prazo legal. Caso contrário, não será permitida a entrada no local.

A medida segue orientação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e é válida por tempo indeterminado, até orientação de liberação da pasta. Somente em janeiro de 2018, o parque recebeu cerca de 15.034 mil visitantes, segundo balanço mais recente.

Zona da Mata em alerta

Em Lima Duarte, até o dia 26 de fevereiro, a Prefeitura informou que foram registrados sete óbitos com suspeita de febre amarela, sendo que dois já haviam sido confirmados o diagnóstico através de exame específico realizado na Fundação Ezequiel Dias (Funed). Há, ainda, mais um caso suspeito cujo paciente se encontra hospitalizado em Juiz de Fora. As mortes foram confirmadas em Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (27).

Além do Parque do Ibitipoca, outras unidades de conservação estão em estado de alerta por estarem localizadas no entorno de áreas onde houve morte de primatas. São elas: Estação Ecológica do Cercadinho, Parque Estadual Serra Verde, Parque Estadual da Baleia e Refúgio de Vida Silvestre Libélulas da Serra de São José. Os macacos não transmitem a febre amarela a humanos, mas a morte deles é um indicativo da circulação do vírus.

Em Mar de Espanha, na Zona da Mata mineira, a Estação Ecológica de Mar de Espanha está temporariamente fechada em função do risco de contaminação de febre amarela. A medida foi recomendada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e visa garantir a segurança da população, uma vez que foram confirmadas mortes de macacos nessa área, em decorrência da doença. Na cidade, um homem de 40 anos morreu com a doença no dia 4 de janeiro de 2018.

Mortes na região

O Boletim Epidemiológico da febre amarela divulgado nesta terça-feira (27) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apontou 28 óbitos pela doença.

  • Juiz de Fora: 5 óbitos;
  • Barbacena: 1 óbito
  • Rio Preto: 3 óbitos;
  • Piau: 2 óbitos;
  • Belmiro Braga: 1 óbito;
  • Bicas: 1 óbito;
  • Goianá: 1 óbito
  • Mar de Espanha: 1 óbito;
  • Maripá de Minas: 1 óbito;
  • Matias Barbosa: 1 óbito;
  • Rio Novo: 1 óbito;
  • Santa Rita do Jacutinga: 1 óbito;
  • Santos Dumont: 1 óbito;
  • Simão Pereira: 1 óbito;
  • Santo Antônio do Aventureiro: 1 óbito;
  • Viçosa: 1 óbito;
  • Ervália: 1 óbito;
  • Caranaíba: 1 óbito.
  • Senhora de Oliveira: 1 óbito
  • Lima Duarte: 2 óbitos

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infestados. Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Já em ambiente urbano, a partir do Aedes aegypti, de acordo com o Ministério da Saúde. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

Macacos não transmitem a doença

A Secretaria de Estado de Saúde ressalta que os macacos prestam um importante auxílio no enfrentamento, prevenção e controle à febre amarela. Por adoecerem primeiro, os primatas dão às autoridades informações valiosas sobre a circulação do vírus. O achado de macacos mortos serve de alerta para que os órgãos de saúde pública iniciem campanhas de vacinação.

Algumas pessoas pensam que os macacos transmitem a febre amarela aos humanos, o que é completamente errado. Além de ilegal e de tornar mais crítico o estado de conservação desses animais, a matança indiscriminada, assim como o envenenamento intencional de macacos são extremamente prejudiciais ao próprio ser humano. Se eles forem mortos pelas pessoas, só será descoberto que a febre amarela chegou a determinada região apenas quando as pessoas contraírem a doença.


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