Em depoimento, Luan Mendonça Alves afirmou que tentou frear para evitar o acidente, mas acabou derrapando o veículo e acertando a vítima que morreu no local.

Corpo do turista atropelado na Avenida Litorânea em São Luís é liberado pelo IML

O suspeito de ter atropelado o turista paranaense na madrugada do domingo (28), na Avenida Litorânea em São Luís, se apresentou à Polícia Civil. Em depoimento, o motorista Luan Mendonça Alves, de 21 anos, afirmou que ainda tentou frear o veículo para evitar o acidente, mas por conta da pista molhada acabou derrapando e acertando a vítima.

De acordo com Luan, o veículo que dirigia estava a cerca de 70 km/h quando avistou a vítima atravessando a rua. Ele afirmou que chegou a jogar a luz alta para alertar o homem que foi atingido. Após prestar depoimento, o motorista foi liberado pela polícia.

O turista Zelindo Rodrigues da Rosa, de 48 anos, não resistiu a força do impacto e morreu no local vítima de um traumatismo craniano. Imagens das câmeras de segurança instaladas na Avenida Litorânea mostram que o turista saiu da calçada e atravessou. Ele chegou a andar pelo canteiro central, quando decidiu atravessar novamente a avenida. Na ocasião, ele foi surpreendido pelo veículo e foi atingido.

A polícia ainda procura por testemunhas do atropelamento e aguarda o resultado da perícia do veículo que será realizada para dar continuidade as investigações e saber qual era a velocidade em que o carro estava no momento do acidente. De acordo com Rodson Almeida, superintendente adjunto da Polícia Civil em São Luís, o motorista afirmou em depoimento, que não prestou socorro a vítima pois temia por sua integridade física.

Ainda segundo o superintendente, após a perícia é que será determinado se o motorista será indiciado pelo homicídio culposo, quando não intenção de matar ou doloso, quando há intenção de cometer o delito.

"No prazo que temos para a conclusão do procedimento serão ouvidas por exemplo, testemunhas oculares do crime e serão feitas as perícias de praxe nas imagens e no veículo para que depois a autoridade policial chegue a conclusão pela indiciação ou por homicídio culposo, quando não se há a intenção de cometê-lo ou pelo doloso, pelo dolo eventual, quando se assume o risco da prática delitiva. E se isso se configuar pelo excesso de velocidade que será avialiado durante todo o curso da investigação", explica o superintendente.

O corpo de Zelindo foi liberado na manhã desta quarta-feira (31), após ser reconhecido pela filha Adriele Pessini, que veio de São Paulo. Ele é natural da cidade de Pato Branco no interior do Paraná e estava em São Luís a passeio. O enterro da vítima será realizado na cidade de Ponta Grossa no Paraná.


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