Atual telhado será retirado para a construção de nova estrutura metálica, informou a Semob. Em protesto neste sábado (3), comerciantes reclamam de demora na obra.

Os serviços de ampliação e revitalização do Mercado Central de Macapá, um dos principais pontos turísticos da capital, foram retomados na quinta-feira (1º), segundo a prefeitura. Com recursos de R$ 750 mil foi iniciada a segunda etapa da reforma. Previsto inicialmente para ser reinaugurado em 2016, os trabalhos foram adiados e ainda não tem prazo para reabertura.

Neste sábado (3), comerciantes do mercado e de estabelecimentos próximos fizeram um protesto sarcástico, cobrando a conclusão da reforma. Bolo, doces e refrigerantes também marcaram a ?comemoração? pelo aniversário da capital, que completa 260 anos no domingo (4).

A Secretaria Municipal de Obras (Semob) informou que será feita a retirada do atual telhado para a construção de uma nova estrutura metálica e acústica no prédio e a previsão é que essa etapa seja encerrada em meados de julho.

A reforma começou em novembro de 2015 e o custo é de aproximadamente R$ 2 milhões, com recursos do programa federal Calha Norte. Porém, a obra foi adiada três vezes devido a situação econômica do país, que impediu a captação de novos recursos, informou a prefeitura.

A Semob informou ainda que executou a primeira parte das obras dentro do período estimado, que tinha entrega garantida para março de 2017. O valor recebido foi de aproximadamente R$ 1 milhão, mas o prazo não foi cumprido.

Protesto

Os comerciantes que fizeram a manifestação neste sábado se concentraram em frente ao mercado e, por volta de 10h, cantaram ?parabéns? e fizeram o corte de quatro bolos, distribuídos entre eles, junto com os refrigerantes e doces.

A autônoma Astrid Caldas, de 59 anos, diz que convive diariamente com a falta de segurança na região e há dias em que precisa encerrar as vendas mais cedo.

?Convivemos com usuários de drogas e assaltantes e agora abrimos mais tarde e fechamos mais cedo porque não tem segurança nessa área, somos abandonados?, reclamou.

Para o administrador Antônio Fernandes, de 43 anos, a falta do espaço é prejudicial para o comércio e turismo local.

?Aqui os comerciantes não podem vender com dignidade, porque o mercado foi abandonado. Não podemos comemorar o aniversário de Macapá e ver que um dos pontos turísticos está assim. As autoridades têm que completar esse serviço?, disse.

Este é segundo protesto sarcástico feito por eles em menos de 6 meses para cobrar a reativação do Mercado Central. Em setembro de 2017, o grupo ?comemorou? o aniversário de 64 anos de fundação do prédio histórico também bolo.

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