Unidades de Saúde de Codó estão há cerca de 15 dias sem acesso ao soro, usado para neutralizar o veneno de cobras.

Hospitais e postos de Saúde em Codó estão sem soro antiofídico

Hospitais e postos de saúde do município de Codó, a 290 km de São Luís, estão sem doses do soro antiofídico, usado para neutralizar o veneno de cobras, há cerca de 15 dias. O problema veio a público após ser registrado o caso de uma mulher que foi picada por uma cobra e pela falta do medicamento, a vítima teve que ser transferida para Teresina para ter acesso ao soro.

A mulher de 43 anos, residente da zona rural de Codó, deu entrada no Hospital Geral, após ser picada por uma cobra cascavel. Em um vídeo gravado com o tio da vítima, que não foi identificado, ele explica que ela deverá ser transferida para o Piauí por conta da falta do soro.

De acordo com a diretora do hospital, Ester Moura, não há soro antiofídico porque não há doses do antídoto, que são distribuídas pela Regional Estadual de Saúde. Ela afirmou que apesar dos pedidos realizados, nenhuma das solicitações foi atendida.

Segundo Russewelt Cardoso, coordenador do núcleo regional de Vigilância Epidemiológica, afirmou que o problema acontece por conta da falta das doses que são distribuídas pelo Estado e que um novo pedido foi feito.

?Acontece que o estado não está tendo e nós recebemos do estado. Nós entramos em contato com o doutor Daniel, que é responsável por essa distribuição e ele entrou em contato com outras regionais e disse que o município de Chapadinha tinha pelo menos no sistema algumas doses lá e ele ia ver a possibilidade de redistribuir para a regional de Codó. Chegando aqui ele ia distribuir pro município que estivesse mais precisando?, conta.

Após o pedido mais atual, está previsto que cheguem apenas dez doses do soro. Para evitar o risco de que pessoas picadas por cobras morram ou tenham sequelas graves, elas devem continuar sendo transferidas para o Piauí. ?Isso é preocupante e nós temos feito tudo, temos mandado pegar soro lá em São Luís exclusivamente para que não falte aqui, mas infelizmente ainda não tem pra atender a demanda?, explica Russewelt.

O G1 entrou em contato com a Coordenação Regional de Saúde, mas não obteve retorno.


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