Os moradores de uma cidade do Iraque relataram os detalhes cinzentos de um ataque da coalizão liderada pelos EUA que teria matado pelo menos oito iraquianos no último sábado, o que inflamou os pedidos para que as forças americanas deixassem o país. A coalizão disse que o incidente está sob investigação.

"Exigimos a saída das forças americanas por terem pisoteado o sangue de crianças e civis", disse Al-Sheikh Qater Al-Samawad, membro da tribo Al-Obeid em Al-Anbar, logo após o alegado ataque da coalizão.

Pelo menos oito iraquianos foram mortos e outras 20 pessoas ficaram feridas no ataque conduzido por forças de coalizão lideradas pelos EUA que operam na província de Al-Anbar, de acordo com a mídia local.

A polícia local disse que civis e policiais foram atacados injustamente por um ataque aéreo da coalizão, depois que as forças iraquianas identificaram os veículos da polícia como parte de um comboio terrorista.

O Comando de Operações Conjuntas do Iraque (JOC), que coordena a campanha do país contra o Daesh, estava no processo para retirar um líder terrorista suspeito da área quando ocorreu o ataque aéreo.

Uma testemunha do ataque descreveu o que pareceu ser um "toque duplo" — no qual aqueles que vêm em auxílio de alvos "terroristas" também são atacados. "Nós viemos com esses carros para encontrar pessoas que foram mortas ou feridas. O oficial levou a mulher ferida e a colocou no carro, depois disso, o mesmo carro foi atingido por um míssil", disse a testemunha à agência Ruptly.

"Quinze segundos após esse míssil, eles abriram fogo contra pessoas e suas casas com uma metralhadora DShK. Pouco depois disso, um míssil atingiu o carro de al-Hashd [Forças Populares e Mobilização – PMF] e a polícia foi morta", continuou.

Uma declaração do JOC alega que o ataque aéreo foi provocado por "uma troca de disparos terrestres". Um porta-voz da Coalizão disse à RT que "durante a extração do líder terrorista, um membro do Daesh teria iniciado uma troca de tiros e os líderes iraquianos pediram apoio aéreo da coalizão. Várias pessoas foram mortas e feridas durante a operação, e o incidente está sendo investigado por funcionários do Iraque e da coalizão".

A coalizão disse que "opera com permissão e em coordenação direta com o governo do Iraque e suas forças de segurança", de acordo com sua declaração. "Continuaremos trabalhando com nossos parceiros para derrotar os bolsões remanescentes de terroristas do Daesh e prevenir o ressurgimento da organização criminosa", acrescentou.


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