A União Europeia decidiu não mais apoiar o reforço das sanções antirrussas, afirmou nesta terça-feira (30), o primeiro-ministro belga, Charles Michel, após encontro com seu homólogo russo, Dmitry Medvedev, ao comentar a "Lista do Kremlin", divulgada no mesmo dia pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

"Gostaria de sublinhar que a União Europeia resolveu não apoiar o reforço das sanções", assinalou ele.

Enquanto isso, ele destacou que entre a Rússia e a União Europeia ainda existe certo desacordo, contudo, "o diálogo está aberto, sendo a única maneira de lidar com diferenças e contribuir para entendimento mútuo em processos diferentes".

A afirmação de Michel veio após a publicação da "Lista de Kremlin", que incluiu 114 políticos e 96 empresários russos que podem enfrentar novas sanções dos EUA no futuro.

Além disso, nesta terça-feira (30), um representante da UE disse à Sputnik que o bloco dos países europeus levou em consideração o relatório divulgado pelo Departamento do Tesouro dos EUA, contudo, frisou que "todos os regimes de sanções da UE são constantemente revisados". Ele enfatizou também que "qualquer decisão de prolongar, mudar ou cancelar as sanções são tomadas pelo Conselho, pela unanimidade de 28 países integrantes da União Europeia".

O bloco europeu decidiu adotar medidas restritivas contra a Rússia após a reintegração da península da Crimeia à Federação Russa, em 2014, e por acreditar que Moscou estaria por trás da insurreição armada no leste da Ucrânia, ocorrida após o golpe de Estado que derrubou o presidente eleito Viktor Yanukovich.