Na sexta-feira (13), a divisa fechou o dia cotada a R$ 3,4298.

O dólar opera com pequenas oscilações nesta segunda-feira (16), após fechar no último pregão no maior patamar desde dezembro de 2016, com o mercado avaliando que não deve haver escalada militar na Síria após ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido no final de semana.

Às 11h15, a moeda norte-americana subia 0,01%, vendida a R$ 3,4324. Veja mais cotações

Na sexta-feira (13), a divisa fechou o dia cotada a R$ 3,4298. Foi a cotação mais alta desde 5 de dezembro de 2016 (R$ 3,4298).

Variação do dólar em 2018
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
Fonte: Valor PRO

Cenário externo

"A operação militar dos EUA (e seus aliados) na Síria, até este momento, mostrou-se um ataque pontual e preciso", afirmou um gestor de investimentos de uma corretora nacional, acrescentando que esse cenário abria espaço para a correção.

Nas duas semanas passadas, o dólar acumulou alta 3,82% sobre o real, influenciado pelos temores com a cena política local e as eleições no final de ano, além de eventual guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas com investidores respirando um pouco mais aliviados após os ataques. Ante divisas de países emergentes, o dólar operava misto, em queda ante o peso chileno e alta ante o peso mexicano.

Cenário interna

Internamente, a cena política continuava no centro das atenções, sobretudo a poucos meses das eleições presidenciais que ainda se mostram bastante incertas. Neste fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguia na liderança da corrida eleitoral, uma semana depois de ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.

Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a ex-senadora Marina Silva (Rede) cresceu e encostou no deputado, configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também cresceu sem o petista no páreo, passando de 5% para 9%.

"Ainda é cedo, mas a priori não foi uma pesquisa animadora", trouxe a corretora H.Commcor em relatório.

O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com o ajuste fiscal e, alguém com posições parecidas, também não agrada.

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 3,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em maio e somam R$ 2,565 bilhões.

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.


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