Manifestantes pedem melhores condições de trabalho para funcionários do RU; ato começou na terça-feira (10) e segue nesta quarta-feira (11), em Curitiba.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), através da assessoria de imprensa, informou, na manhã desta quarta-feira (11), que tenta entrar em um acordo com os cerca de 20 estudantes que ocupam o Departamento de Licitações e Contratações, na Reitoria, em Curitiba, desde terça-feira (10).

De acordo com a universidade, o grupo manifesta pedindo melhores condições de trabalho para os funcionários do Restaurante Universitário (RU). Eles também são contra a terceirização do RU.

Por causa do protesto, na terça-feira, policiais militares bloquearam as ruas em torno da reitoria. As ruas XV de Novembro, Dr. Faivre, General Carneiro e Amintas de Barros, foram fechadas. Às 14h45, o trânsito foi liberado na região, de acordo com a Secretaria de Trânsito (Setran) de Curitiba.

Os manifestantes, conforme a UFPR, fecharam o prédio às 11h30 e liberaram os funcionários duas horas depois. Os alunos usavam máscaras e cartazes.

A UFPR disse que "lamenta que a ocupação tenha ocorrido em pleno processo de diálogo com a comunidade universitária sobre os restaurantes universitários da instituição".

Ainda segundo a universidade, o grupo não tem relação com o Diretório Central dos Estudantes e se identifica como Frente de Apoio à Luta dos Trabalhadores Terceirizados (FALTT).

O Sindicato dos Empregados nas Empresas de Refeições Coletivas, Refeições Convênio e Cozinhas de Industrias de Curitiba (Seerc) afirmou que analisa as condições de trabalho dos funcionários.

A Blumenauense, empresa responsável pelo serviço terceirizado do RU, ressaltou que o protesto dos estudantes é, principalmente, contra a terceirização dos trabalhadores, e que todos os 180 funcionários trabalham em condições regulares de contrato e de estrutura para desenvolver o trabalho.

A empresa afirmou que fiscaliza, com a UFPR, o que acontece nas unidades do RU e que as reivindicações do grupo de manifestantes em relação ao trabalho dos profissionais são infundadas.

Ainda de acordo com a Blumenauense, uma assembleia foi realizada há duas semanas, para que os funcionários apresentassem reivindicações e possíveis reclamações, mas nenhum trabalhador compareceu à reunião.

Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.


Mais Lidos

Publicidades