Até o dia 25 de abril serão feitas apresentações de trabalhos acadêmicos e culturais, discussões e palestras e mostras sobre a realidade do índio na universidade.

Uma das poucas universidades do país com vestibular indígena, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) irá realizar a partir desta segunda-feira (16), a 4ª Semana dos Estudantes Indígenas. Dia 19 de abril é comemorado o 'Dia do Índio' no Brasil.

A UFSCar conta com 223 estudantes indígenas de 42 etnias. O evento é organizado desde 2015 pelo Centro de Culturas Indígenas (CCI) da universidade e procura promover o intercâmbio cultural e a difusão de alguns valores da cultura dos povos indígenas do Brasil para a comunidade acadêmica e a população de São Carlos.

O tema desta edição, que vai até dia 25, é ?Acadêmicos indígenas: propondo o diálogo entre Ciência e conhecimento tradicional?.

As atividades começam nesta segunda-feira (16), com um curso de formação para professores do Ensino Fundamental I da rede pública de São Carlos. A abertura oficial acontece na terça-feira (17). Na quarta-feira a programação começa com a apresentação de trabalhos de conclusão de curso desenvolvidos por estudantes indígenas.

Na quinta-feira, no ?Dia do Índio?, haverá roda de conversa sobre a data como dia de luta pelas causas indígenas, atividades de pintura corporal e Toré (ritual indígena). Além disso, serão apresentadas as experiências de estudantes indígenas e negros que participaram de intercâmbios em universidades de outros países. Na sexta, o destaque será a presença da cacique Kambeba Eronilde Fermin, formada no curso de Pedagogia Intercultural Indígena na Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

As atividades seguem até o dia 25 de abril e acontecem no campus da UFSCar.

Confira a programação completa:

Terça-feira (17)

  • 19h - Abertura oficial - Teatro Bento Prado Júnior

Quarta-feira (18)

  • 10h às 17h30 - Apresentação de trabalhos e experiência de alunos indígenas nos Programas de Educação Tutorial (PETs) - Biblioteca Comunitária da UFSCar

Quinta-feira (19)

  • 9h - Roda de conversa: O ?Dia do Índio? como o dia de luta pelas causas indígenas - Biblioteca Comunitária,
  • 11h às 12h30 - Pintura corporal - em frente à Biblioteca Comunitária
  • 12h30 às 13h - Toré (ritual indígena) - Saída da Biblioteca Comunitária rumo ao Restaurante Universitário
  • 14h30 às 17h30 - Apresentação das experiências de estudantes indígenas e negros que participaram de intercâmbios em universidades de outros países por meio do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias do Nascimento, vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Sexta-feira (20)

  • 9h às 12h30 - Roda de conversa com a Cacique Kambeba Eronilde Fermin, Teatro Bento Prado Júnior
  • 14h30 às 17h30 - Roda de conversa: ?O histórico do movimento indígena e a organização das associações indígenas?. Teatro Bento Prado Júnior

Sábado e domingo (21 e 22) - Torneio Pajé - Quadras da UFSCar

Segunda feira (23)

  • 9h às 12h30 - Roda de conversa sobre ?A importância dos acadêmicos e profissionais graduados indígenas nas suas comunidades? - Teatro Bento Prado Júnior.
  • 15h às 17h - Oficina de artesanato com estudante do povo Pataxó da Bahia - Auditório 1 da BCO.

Terça-feira (24)

  • 14h30 às 17h30 - Roda de conversa? Mulheres Indígenas na Produção de Conhecimento? - Auditório 1 da BCO.

Quarta-feira (25)

  • 19h - Exibição de filme sobre a temática indígena e debate com representantes do CCI - Teatro Florestan Fernandes.

Documentário

Além dessa programação, o ?Cinemas em Rede? apresenta o documentário ?Martírio?, do diretor Vincent Carelli. O longa levanta o debate sobre genocídio e um conflito de forças desproporcionais contra o povo indígena Guarani Kaiowá.

A exibição do filme será na quinta (19), às 18h, no CineUFSCar. Após a exibição haverá um debate em rede com o diretor do filme, Vincent Carelli, a coordenadora e curadora da Vitrine Filmes, Talita Arruda, o antropólogo e pesquisador sobre os Guaranis, Spensy Kmitta Pimentel, o estudante de direito e liderança Pataxó, Genilson Taquari, e o líder Guaraní, Marcelo Wera Djekupe. A entrada é gratuita.


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