Joe Robert Cole opina que a postura ofensiva de Tony Stark, especialmente junto às mulheres, seria mal vista no cenário político atual.

Pantera Negra chegou ao bilhão de dólares nas bilheterias mundiais com uma trama de exaltação da cultura africana e um protagonista exemplar; T'Challa (Chadwick Boseman) é um homem respeitoso com todos, e paga o alto preço por seu caráter e convicção democrática — sem jamais se arrepender desses valores. E essa parece ser uma das chave do sucesso do filme dirigido por Ryan Coogler.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Seu parceiro na criação do roteiro do longa-metragem, Joe Robert Cole foi perguntado — em painel na SXSW — se os valores de um super-herói têm a capacidade de refletir e moldar a cultura. O escritor ratificou a pergunta fazendo alusões à administração do Presidente Donald Trump e manifestos em busca de igualdade, como o movimento #MeToo, para dizer que a incorreção política de Homem de Ferro poderia resultar em menor popularidade 10 anos depois.


"Pense onde estamos agora, com esse presidente tão desanimador e não inteligente, e o nosso mundo caindos aos pedaços por causa disso. Agora volte até Tony Stark, sendo ofensivo e sendo ok. Se aquele personagem fosse criado em um filme hoje, eu me pergunto se a resposta seria 'Uau, que legal que ele seja ofensivo e desrespeitoso com as mulheres... Isso é legal'. Creio que estejamos em um lugar diferente hoje. Creio que estejamos melhor", disse Robert Cole.

Homem de Ferro se baseou no carisma de Robert Downey Jr. e na descontração de seu protagonista para ser um sucesso de US$ 585 milhões sem ajuste pela inflação, sendo o primeiro filme do grandioso Universo Cinematográfico Marvel. Nos filmes seguintes, Tony Stark mudou e sua personalidade se tornou mais séria, o que denota a autoconsciência que os próprios executivos do estúdio tiveram ao longo dos anos — e, nesse caso, corrobora as palavras de Joe Robert Cole.

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