Um beijo na boca entre duas mulheres no esperado game 'The Last of Us Part II' sacudiu a E3 2018 de cima para baixo.

Entre todos os momentos desta E3 2018, não houve atração capaz de provocar a maior quantidade de emoções possível do que a Conferência de PlayStation. A verdade é que após apresentar seus principais títulos como prometido, não houve quem saísse indiferente da apresentação.

Em especial, o trailer que trouxe as primeiras cenas de gameplay de The Last of Us Part II vai ficar na memória e na pauta de muitas pessoas nos próximos dias. E meses. Mas tinha razão para ter alguma polêmica?

Sério que fizeram alvoroço por causa dessa cena aí...?
Sério que fizeram alvoroço por causa dessa cena aí...?
Foto: Sony / Reprodução

Mas não foi a nostalgia, o apelo visual, a curiosidade aguçada ou mesmo o sempre presente hype que mexeu mais com aqueles que acompanharam a conferência do PlayStation. O grande momento da noite foi a prévia de The Last of Us Part II, uma peça audiovisual que vai ficar na memória por estabelecer personagens, situar seu universo e chacoalhar o jogador sem perder a essência e a alma que fazem uma boa história funcionar.

Veja a cena que causou toda a polêmica:

Com Ellie mais velha e experiente, o trailer nos mostrou dois lados diametralmente opostos de uma mulher destinada a aceitar e controlar seu próprio destino. Misturando sensibilidade (com uma das mais lindas cenas de beijo da história do games) e brutalidade (com o gameplay focado no extremo da luta pela sobrevivência), o game nos levou para um passeio especial e intenso.

Um representante perfeito da lógica de colocar profundidade e alma em seus personagens para ganhar a identificação com o público. No fim das contas, não deveria nem ser necessário falar, mas foi o beijo o motivo de choque e não a violência extrema do jogo, que acabou dividindo o público.

O romance de Ellie com uma outra garota, ao que parece ofende mais que uma cabeça semi-amputada ou vísceras penduradas num cadáver. Mas qual a real intenção da Naughty Dog e de Playstation com decisões criativas como essa? Simples: mostrar que independente do universo pelo qual caminhem, seus personagens são representações de pessoas reais, inspirados por histórias que no fim das contas são também nossas.

E que ao menos no fim estes games também possam ensinar e preparar uma nova geração de jogos com emoções ainda mais diversas, para que possamos experimentar sem pudores e sem amarras. De corpo e alma!

Geek

Publicidades