Com música em português sobre 'tomar drinque e ficar tonto', eles tocam no domingo, 25 de março, com Lana Del Rey, Liam Gallagher e The Killers como atrações principais.

Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpern se conheceram em Nova York, em 2014, quando se juntaram para formar o Sofi Tukker. E não tinham muito em comum.

"Eu sou mais tranquilão e ela não", explica Tucker ao G1. "Crescemos em lugares diferentes, somos de classes diferentes, temos influências diferentes. Estamos ficando com mais coisas em comum com o tempo, mas ainda somos opostos".

Juntos, eles vão levar seu pop eletrônico ao Lollapalooza, com direito a música cantada em bom português. "Drinkee" é dona do refrão:

"Eu bato um papo, eu bato um ponto / Eu tomo um drinque, eu fico tonto"

Ela já morou seis meses no Brasil

Sophie, alemã de 25 anos, viveu seis meses no Rio. "Eu adoro a língua e a música brasileira. E eu decidi morar no Brasil para conhecer mais a música e a língua brasileiras. Eu percebi que eu amo as pessoas, as culturas", explica, em português com leve sotaque.

"Eu queria ficar pra sempre, porque eu gostei muito. Eu morei em Santa Teresa, tocando, dançando com meus amigos... Eu aprendi a me divertir, foi a experiência mais legal".

Nos tempos que passou no Brasil, ela não ouviu muito funk ou sertanejo. "As pessoas que estavam comigo não ouviam. Agora ouço mais", explica. Outro ritmo popular fez Sophie arrastar seu pé.

"Adoro dançar forró. Também fomos ao Villa Country e foi encantador, engraçado. Eu não sei muito sobre pop rock, mas O Rappa ouvi e gostei", lembra Sophie.

E o que mais sabe da música brasileira? "Conheço a Anitta um pouco, porque ela fez a música com o Major Lazer", responde ela, que tocou no Brasil no ano passado.

Ele já foi jogador de basquete

Tucker Halpern, americano de 28 anos, é ex-jogador de basquete e jogou na Liga Universitária Americana, pela Universidade de Brown.

O ala de 2,03 m teve que se aposentar após ser aconselhado por médicos: foi duas vezes diagonisticado com o vírus Epstein-Barr, que prejudicava sua performance nas quadras.

"Foi bem louco. Minha vida seria bem mais difícil se não existisse música. Eu tinha que arranjar algo para despejar minha energia", recorda.

"Eu não podia mais jogar basquete, então foi bom arrumar algo para fazer com a minha vida. Foi bem estranho, é claro. Muda muito. Eu amo basquete, mas agora sou feliz fazendo o que faço. Ainda vejo os jogos, mas não posso jogar mais", lamenta.

Então, melhor falar de música... Como define o Sofi Tukker para um desavisado que está indo ao Lolla mais pelo Killers ou pela Lana?

"Queremos fazer músicas para dançar, com letras que você entende rápido", resume Tucker.


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