Ação afirma que hospital de Illinóis falhou em diagnosticar e tratar overdose por opioides uma semana antes do cantor morrer por outro episódio parecido.

A família de Prince, que morreu em 2016 por overdose de opioides, abriu um processo nesta segunda-feira (23) por cuidados médicos inadequados contra um hospital que tratou o cantor por um episódio parecido uma semana antes, de acordo com o jornal "The New York Times".

A ação afirma que a instituição, do estado americano de Illinóis, falhou em diagnosticar e tratar o cantor, assim como em investigar a causa e orientar sobre tratamento futuro. Isso seria uma "causa direta e imediata" de sua morte.

Prince foi internado no hospital no dia 15 de abril de 2016, após o pouso de emergência de seu avião, que o levava de um show em Atlanta. Ele morreu no dia 21 de abril, após nova overdose.

O processo também tem como alvo a rede de farmácias Walgreens, segunda maior dos Estados Unidos. A ação diz que os funcionários da empresa venderam medicamentos ao cantor sem prescrição médica, e que não passaram as devidas orientações.

Na quinta-feira (19), os procuradores responsáveis pela investigação da morte do cantor anunciaram que ninguém seria indiciado criminalmente.

Segundo eles, o cantor morreu ao consumir sem saber pílulas falsificadas de Vicodin, um remédio para dores, que tinham o opioide fentanil.

O mesmo teria acontecido no episódio da overdose no avião.

"O que aconteceu com Prince está acontecendo com famílias em todos os Estados Unidos. A família deseja, através de sua investigação, trazer luz a esta epidemia e a melhorias na luta para salvar vidas. Se a morte de Prince ajudar a salvar vidas, então nem tudo está perdido", afirmaram os advogados da família.


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