Programado para ser lançado em novembro, o disco com o sambas-enredos das agremiações do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro de 2019 está sendo gravado nesta segunda quinzena de outubro na Cidade do Samba e no estúdio Cia. dos Técnicos.

Na Cidade do Samba, situada no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), a gravação vem sendo feita ao vivo com os cantores do samba, os ritmistas das agremiações e o coro formado por dezenas de componentes de cada escola.

No estúdio, são feitos os ajustes técnicos e adicionados instrumentos como o violão de sete cordas tocado por Luís Filipe de Lima no registro do aclamado samba-enredo da Mangueira, composto por Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino a partir do enredo História para ninar gente grande, criado pelo carnavalesco da escola verde-e-rosa, Leandro Vieira.

O samba-enredo da Mangueira menciona na letra a vereadora Marielle Franco (1979 ? 2018) e a militante cantora e compositora Leci Brandão.

E por falar em cantoras do Brasil, a Portela já gravou o samba-enredo Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma Sabiá, com o qual a escola celebra a cantora mineira Clara Nunes (1942 ? 1989) no Carnaval de 2019.

Vizinha da Portela, a escola Império Serrano deu início a gravação do disco em 15 de outubro com o samba mais polêmico da safra do Carnaval carioca de 2019, O que é o que é, composição que causou alvoroço nos bastidores carnavalescos ao ser escolhido pela escola da Serrinha por não se tratar de um samba-enredo, mas de samba composto e lançado em disco por Gonzaguinha (1945 ? 1991) em 1982, tendo sido popularizado desde então por cantoras como Maria Bethânia.


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