A Copa do Mundo tradicionalmente é evento que para o Brasil durante o mês inteiro e alimenta o setor do comércio de uma maneira significativa. A Sputnik Brasil conversou com o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, para saber se o mundial pode ajudar o país a fugir da crise econômica.

O aquecimento do mercado em função da Copa da Rússia ajuda o comércio a sair da crise em que vive nos últimos anos? O chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Fábio Bentes, disse não acreditar que comércio impulsionado pela Copa do Mundo será muito significativamente. 

"Eu acho que não vai ser suficiente para alavancar de forma muito significativa as vendas pro comércio. Na realidade, a crise pro comércio já terminou, no ano passado as vendas cresceram. O que a gente percebe é que há uma dificuldade pro comércio em engatar um ritmo mais forte de vendas, o que, convenhamos, é compatível com o desempenho do mercado de trabalho, o crédito, que apesar de ter recuado nos últimos anos, ainda tá muito alto, muito caro tomar dinheiro emprestado no Brasil."

De acordo com ele, o impacto mais forte sobre o resultado do comércio será a conjuntura econômica em geral. 

"Então acredito que a conjuntura econômica de um modo geral afeta mais diretamente e vai ser mais fundamental pro resultado final do comércio esse ano, mais que a Copa do Mundo", disse. 

Segundo ele, "a Copa do Mundo ajuda um evento pontual, assim como as Olimpíadas ajudaram o setor de serviço em 2016". "A copa do Mundo tradicionalmente de 4 em 4 anos movimenta setores específicos do varejo. Esse ano não vai ser diferente, o que a gente vê é um menor envolvimento do consumidor com o evento", conclui.  

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