Em uma série de tuítes em sua conta oficial, Goldstein deu a entender que Tillerson se viu surpreendido por sua saída do cargo.

Steve Goldstein, um dos principais diplomatas dos Estados Unidos, foi demitido nesta terça-feira (13) depois de fazer comentários sobre a destituição do secretário de Estado Rex Tillerson.

Goldstein, subsecretário de Estado para Assuntos Públicos, disse que Tillerson não falou com o presidente Donald Trump nesta manhã e que desconhecia os motivos de sua destituição.

Em uma série de tuítes em sua conta oficial, Goldstein deu a entender que Tillerson se viu surpreendido por sua destituição.

"O secretário tinha toda a intenção de ficar, devido ao progresso tangível conseguido em questões críticas de segurança nacional. Estabeleceu e desfrutou as relações com suas contrapartes", acrescentou Goldstein.

"Desejamos o melhor para o secretário designado Pompeo", completou.

Procurado pela agência de notícias France Presse para comentar sua própria demissão, disse: "Espero descansar um pouco".

Demissão

A demissão de Tillerson foi anunciada nesta terça por Trump, em sua conta no Twitter.

"Mike Pompeo, diretor da CIA, vai se tornar nosso novo Secretário de Estado. Ele fará um trabalho fantástico! Obrigado, Rex Tillerson, por seu serviço! Gina Haspel vai se tornar a nova diretora da CIA, e a primeira mulher escolhida para o cargo. Parabéns a todos!"

O cargo de diretor da CIA, que até agora pertencia a Pompeo, ficará com Gina Haspel, primeira mulher a assumir o posto.

Inicialmente, o presidente não deu explicação para a mudança, mas, depois, falando na Casa Branca antes de viajar para a Califórnia, Trump garantiu que tomou a decisão sozinho e admitiu desacordos com Tillerson, principalmente sobre a postura dos EUA diante do Irã.

Divergências

Trump e Tillerson, que não tinha nenhuma experiência diplomática ou política antes de se tornar secretário de Estado, discordaram diversas vezes sobre a política externa dos EUA, inclusive sobre a Coreia do Norte e a Rússia.

Publicamente, Trump criticou várias iniciativas diplomáticas de Tillerson, incluindo na última segunda (12), quando os comentários do ex-secretário sobre o envenenamento de um ex-espião russo na Inglaterra pareciam em desacordo com os da Casa Branca - que foi mais ponderada e evitou fazer menções diretas à Rússia.

Falando sobre o assunto, o presidente afirmou que planeja falar com a premiê britânica, Theresa May, ainda nesta terça sobre o tema. "Parece-me que foi a Rússia, baseado em todas as evidências que eles [britânicos] têm", disse Trump. "Assim que tivermos os fatos claros, se concordarmos com eles, vamos condenar a Rússia ou quem quer que seja".

Trump também falou a respeito do acordo nuclear entre EUA e Irã, firmado em 2015. "O acordo com o Irã achei que era terrível, ele achou que estava bem. Eu queria rompê-lo, ou fazer algo, ele sentia um pouco diferente. Então, realmente, não estávamos pensando do mesmo jeito", completou.

Tillerson também pareceu não estar a par, na semana passada, quando Trump anunciou que iria se encontrar com o líder norte-coreano e se tornar o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a fazê-lo.

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