Djukanovic governou o pequeno país por 25 anos e conduziu montenegrinos à independência em 2006. Pesquisas apontam que eleição deve ser decidida no 1º turno.

Eleitores de Montenegro, pequeno país dos Bálcãs (sudeste da Europa), vão eleger seu novo presidente neste domingo (15). O dirigente pró-Ocidente Milo Djukanovic, que comandou Montenegro por 25 anos e conduziu o país à independência da Sérvia em 2006, aparece como favorito.

Quase 533 mil eleitores estão convocados às urnas em 1.214 colégios eleitorais. Os primeiros resultados das eleições, acompanhadas por quase 2.000 observadores internacionais e locais, serão revelados neste domingo à noite.

Djukanovic, de 56 anos, foi primeiro-ministro em seis ocasiões desde 1991 e presidente durante um mandato (1998-2003). De acordo com as pesquisas, pode ser declarado vencedor já neste domingo, sem necessidade de aguardar o segundo turno, em 29 de abril.

O dirigente conduziu Montenegro à independência da Sérvia em 2006 e a sua adesão à Otan, efetiva desde 2017 -- o que desagradou a Rússia e parte de montegrinos mais ortodoxos. Agora, o país planeja alcançar sua entrada na União Europeia.

Oposição a Djukanovic e cenário

O principal adversário de Djukanovic é o empresário Mladen Bojani, também de 56 anos, que ao votar neste domingo (15) pediu que "ponham fim ao reinado de um autocrata que quer transformar Montenegro em uma ditadura".

Apoiado pelas principais formações da oposição, pró-Rússia ou não, Bojani conta com cerca de um terço das intenções de voto.

O único candidato abertamente pró-Rússia, Marko Milacic, um jornalista de 32 anos, alcançaria apenas 3% dos votos.

Influência da Rússia

As autoridades judiciais montenegrinas acusaram as instituições russas de estarem por trás de uma tentativa de golpe de Estado e, inclusive, de um projeto de assassinato de Djukanovic, que asseguram ter fracassado em outubro de 2016, algo que Moscou nega.

"A oposição nos propõe ser uma província russa" e defende "uma política retrógrada sobre o modo de vida multiétnico em Montenegro", acusou Djukanovic, que conta com o apoio maciço das minorias croata, albanesa e bósnia, que representam cerca de 15% do eleitorado.

Até a metade deste domingo, a participação era algo menor que 30%, semelhante à das legislativas de 2016, mas muito superior à da anterior presidencial, em 2013, que contou com 20%.

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