Hotéis, restaurantes, lojas e pubs esperam faturar, juntos, o equivalente a mais de 80 milhões de libras nos próximos dias.

O país já praticamente não fala de outro assunto. O casamento será realizado em 19 de maio, no castelo de Windsor. Mas desde o anúncio do noivado, em novembro do ano passado, os britânicos já estão faturando com a festa.

O setor que mais deve lucrar com o casamento é o varejo. Desde o noivado do casal, as prateleiras estão cheias de produtos que remetem à festa. Vão desde as tradicionais camisetas, canecas, toalhas de mesa e máscaras com os rostos de Harry e Meghan a itens mais sofisticados, como chás e biscoitos.

Há também produtos que misturam a ideia do casamento de um ruivo britânico com uma afro-americana. A palavra ruivo em inglês, ?ginger?, também significa ?gengibre?. Então estão à venda vários alimentos com pitadas de gengibre, como salsichas, batatas fritas e cerveja. Isso pra não falar dos itens mais inusitados como camisinhas com a imagem do casal ou réplicas dos dois em papel, em tamanho natural.

Casamento aumenta turismo

Mas além do comércio, outro setor que deve faturar com o casamento real é o turismo. O preço das passagens aéreas de Paris para Londres nesse período subiram mais de 80%.

O Visit Britain, órgão oficial de turismo do país, espera que só dos Estados Unidos venham cerca de 50 mil pessoas para Londres nos dias que antecedem a festa. Os americanos são os turistas que mais gastam no país.

A empresa de hospedagem AirBnB aguarda 42 mil hóspedes na capital britânica e arredores, principalmente em Windsor e também nas cidades vizinhas, que não têm nada de turísticas. O bom tempo dos últimos dias e o fato de a final da FA Cup, entre Chelsea e Manchester United, cair no mesmo dia também só devem ajudar a levar mais gente para as ruas e, consequentemente, aumentar o consumo em pubs e restaurantes.

Outro setor da economia que tem se beneficiado do casamento real é a indústria da moda. Hoje, Meghan Markle é provavelmente uma das mulheres mais cobiçadas pelos estilistas, já que tudo o que ela veste imediatamente desaparece das prateleiras.

Desde que começou a namorar o príncipe Harry e, principalmente, desde o noivado, Meghan tem escolhido com cuidado o seu guarda-roupa, fazendo questão de incluir marcas britânicas - de grifes a lojas de departamento que andavam bem precisadas desse empurrãozinho.

Casas de apostas

Este hábito tão britânico de apostar não podia ficar de fora neste momento tão importante. As mais populares giram em torno do vestido da noiva. Ou melhor, dos dois vestidos que Meghan Markle deve usar no dia: um para a igreja e outro para a recepção aos convidados. Os nomes mais cotados nas casas de apostas são o estilista Christopher Bailey, presidente da grife Burberry, e a marca Ralph & Russo.

Mas também é possível apostar em quais celebridades serão convidadas. Ou especular se os sobrinhos de Harry - o príncipe George e a princesa Charlotte -, serão pajens na cerimônia. Outras apostas é se vai chover ou fazer sol no dia do casamento, ou para onde os noivos irão na lua-de-mel.

Lucro não interfere no PIB britânico

Logo depois do anúncio do noivado, o jornal Financial Times publicou um artigo defendendo que, apesar da atenção toda, o casamento real não terá a capacidade de aquecer a economia britânica. O diário argumenta que os dois grandes casamentos reais anteriores ? William e Kate, Charles e Diana ? tiveram pouquíssimo impacto na economia de maneira geral.

No caso de William e Kate, em 2011, a festa trouxe até prejuízo para a economia. Naquele ano, o governo decretou feriado bancário no dia da boda, uma sexta-feira, poucos dias depois da Páscoa e dias antes de outro feriado regular em maio. Isso levou a uma queda de produção e gerou um pico de pessoas viajando de férias para fora do país. O PIB naquele trimestre não foi o maior do ano.

No caso de Harry e Meghan, analistas acreditam que o PIB deste segundo trimestre seja excepcionalmente bom, não só por causa do casamento, mas também pela receita gerada pela Copa do Mundo, que começa em junho.

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