Cerca de 552 crianças já voltaram a seus pais. Imagens de crianças em jaulas provocaram indignação.

O governo dos EUA disse que ainda tem 2.053 crianças sob custódia que foram separadas dos pais diante da política de imigração "tolerância zero" do presidente Donald Trump, e definiu seus planos mais detalhados até agora para reunir as famílias.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) disse no sábado (23) que tinha um processo "bem coordenado" - em face das críticas de advogados de pais e crianças que comentaram ter visto pouca evidência de um sistema organizado.

"Um total de 522 crianças já haviam se reunido com os pais", acrescentou a agência em um artigo publicado três dias depois que Trump acabou com sua política de separar famílias na fronteira com o México.

As imagens de vídeos de crianças em jaulas provocaram indignação local e no exterior.

"O governo dos Estados Unidos sabe a localização de todas as crianças sob sua custódia e está trabalhando para reuni-las com suas famílias", disse o DHS.

Os novos detalhes vieram depois de mais de dois meses de confusão sobre como os pais migrantes detidos - que são transferidos de uma instalação para outra, administrados por diferentes agências governamentais - seriam reunidos com seus filhos, que são enviados a abrigos e casas espalhadas pelo país.

A ficha informativa dizia que a administração Trump tem um processo de como os pais seriam reunidos com seus filhos "para fins de remoção" ou deportação.

O processo de deportação pode levar meses para ser concluído, e a ficha informativa não diz se pais e filhos se reuniriam no período intermediário. Os funcionários do DHS não responderam imediatamente às perguntas sobre o processo explicado na ficha informativa.

Recentemente, a ONU denunciou uma "violação grave dos direitos da criança" em relação à política migratória de Trump e pediu o fim de sua aplicação. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, considerou a política um ?abuso às crianças? e "inadmissível".

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