No inquérito consta que ele confessou os crimes. Sessão começa às 13h no salão do júri do Fórum.

O homem de 35 anos acusado de estuprar e matar uma menina de 4 anos em 2015 será julgado nesta quarta-feira (16) em Leopoldina. A sessão será presidida pela juíza Flávia Vasconcelos e está previsto para começar às 13h no salão do júri do Fórum da cidade.

Ele responde pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado por ter "praticado mediante dissimulação, com uso de meio cruel e para assegurar a impunidade de crime anteriormente cometido", conforme a sentença de pronuncia.

O corpo da criança foi encontrado na manhã do dia 26 de setembro de 2015. Após dias de buscas, o homem foi preso no dia 29 de setembro caminhando em direção a Cataguases.

Na sentença assinada pela juíza Elisa Eumenia Mattos Machado Penido, no dia 25 de novembro de 2016, ele confessou que cometeu o crime porque "havia bebido e usado drogas". A magistrada negou ao acusado o direito de aguardar o julgamento em liberdade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), o acusado estava desde a prisão no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

Crime causou comoção na cidade

Segundo as apurações da Polícia Civil, que foram a base da denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público (MP), no dia 25 de setembro de 2016, a mãe deixou as filhas com a avó e foi participar de um churrasco em outro bairro, na casa do irmão do homem que confessou o crime. Os dois beberam. Ele a acompanhou até residência, porque era tarde.

O homem esperou todos dormirem para acordar a criança, dizer a ela que a mãe a chamava e a retirar da casa, na madrugada do dia 26 de setembro. Ele a levou até um local ermo, onde a violentou. Em seguida, asfixiou como uma forma de assegurar a impunidade do crime de estupro.

Na manhã, ao acordar, a mãe deu falta da menina e acionou a Polícia Militar (PM), que iniciou buscas e encontrou o corpo da menina em um bambuzal, na Rua Doutor José de Melo, perto da casa onde a criança morava com a mãe e as irmãs, no Bairro Popular.

Um suspeito foi identificado e as buscas foram realizadas por dias, até que denúncias anônimas apontaram que o homem estava em uma estrada de acesso a Cataguases, onde foi preso. A notícia levou dezenas de moradores à porta da Delegacia de Leopoldina. Temendo o linchamento do preso, os policiais civis o levaram para ser ouvido na Delegacia de Cataguases.

O Ministério Público (MP) denunciou o homem por estupro de vulnerável e por matar a menina usando de meio cruel e que impossibilitava a defesa como forma de encobrir o abuso. E também pediu que a mãe da criança fosse julgada por abandono de incapaz com resultado morte. No entanto, a juíza considerou que as provas da defesa da jovem apontaram que não houve o crime e recusou o pedido para que ela fosse julgada.

Como o acusado confessou o crime, a defesa dele requereu que fosse levado a julgamento, quando apresentará a tese defensiva.


Mais Lidos

Publicidades