Dados fazem parte do projeto Monitor da Violência, que acompanha mês a mês informações sobre crimes violentos pelo país. Em março, foram 27 vítimas de homicídios dolosos.

Ao todo, 82 pessoas foram assassinadas no primeiro trimestre desse ano no Amapá, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp). As informações, relacionadas de janeiro a março, compõem o mapa do G1 que acompanha o número de vítimas de crimes violentos mês a mês no país.

O mapa contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. No Brasil, foram mais de 11 mil assassinatos no 1º trimestre do ano.

O G1 solicitou por três vezes, em abril, entrevistas com o secretário de Segurança Pública, mas nenhum encontro foi marcado pela assessoria de imprensa.

Entre os casos registrados em março está o do fisioterapeuta Edenildo dos Santos Barreto, de 27 anos, assassinado com 9 tiros, em praça na orla de Macapá. A Polícia Civil ainda investiga o caso e trabalha com a hipótese de que o fisioterapeuta foi morto por engano. O alvo seria outro homem, envolvido em briga de gangues.

Outro caso que chamou a atenção no estado foi a morte do soldado da Polícia Militar (PM) Amauri do Nascimento Barros. No dia 5 de março, no bairro Novo Buritizal, na Zona Sul da capital, o corpo do policial foi encontrado perto do próprio carro, ferido com dois tiros. Segundo as investigações, o suspeito tentou furtar a arma do policial, que percebeu e reagiu. Eles teriam saído juntos de uma festa. No início de maio, Paulo Leandresson Sousa Nascimento, de 27 anos, foi preso pelo crime.

O mapa faz parte do projeto Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. No Amapá, os dados foram acessados, porém, com o setor de estatística da Sejusp.

Além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, o objetivo é cobrar transparência por parte dos governos.

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