Gladstone da Cunha foi convocado após requerimento aprovado pela Câmara Municipal. Encontro ocorreu durante sessão desta terça-feira (5).

O secretário municipal de Saúde de Uberlândia, Gladstone Rodrigues da Cunha, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a rede de saúde e comentar os principais problemas enfrentados na área, nesta terça-feira (5), durante a 2ª sessão ordinária do mês na Câmara Municipal.

O convite foi feito após requerimento de autoria da vereadora Jussara Matsuda (PSB) ser aprovado pela Casa. Antes de ser questionado pelos parlamentares, Gladstone apresentou um balanço sobre o atual cenário da rede municipal de saúde.

Entre os dados apresentados, o secretário destacou a demanda nas 99 unidades de saúde entre Unidades de Atendimento Integrado (UAIs), unidades básicas e Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Em toda a rede, são 6.166 servidores contratados ou efetivos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O principal gargalo apresentado por Rodrigues foi em relação à carência de leitos no município. Atualmente há 1.313 leitos públicos e privados, sendo 237 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Conforme os dados apresentados, 832 são leitos gerais do Sistema Único de Saúde (SUS) e 115 de UTI. Segundo Gladstone, há um déficit de 859 leitos (e 88 de UTI) para atender à alta demanda em Uberlândia.

?Depois que o Hospital São Francisco e o Santa Catarina fecharam, perdemos leitos e a população aumentou. Precisava construir urgentemente um novo hospital com 250 leitos para suprir a demanda, mas na atual conjuntura do país, é possível construir? O poder público municipal, estadual ou federal tem condições de fazer esse investimento??, questionou o secretário durante a apresentação.

Fila de cirurgias

A fila de espera para procedimentos cirúrgicos eletivos com maior demanda na rede soma um total de 36.010 pacientes. Entre os principais procedimentos estão a colecistectomia (2.696), varizes (2.460), amigdalectomia (1.596) e hernioplastia inguinal (1.378).

O secretário reconheceu a demanda das cirurgias, mas reforçou que o Município não tem recursos para atender a todos e firmar convênio com os prestadores de serviço da rede privada.


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