Réus e testemunhas serão ouvidos em fevereiro de 2019. Vítima foi agredida em dezembro de 2017 e acabou falecendo cerca de um mês depois.

A primeira audiência de instrução do processo sobre a morte do engenheiro norte-americano que foi espancado no fim do ano passado, no Centro de Uberlândia, foi marcada pela Vara de Crimes contra Pessoa e de Cartas Precatórias Criminais da comarca. A sessão acontecerá no dia 28 de fevereiro de 2019, às 15h15.

Na ocasião devem ser ouvidos os dois suspeitos de agredir o homem, testemunhas de defesa e de acusação. Sobre o agendamento da audiência para o próximo ano, a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) esclareceu que a prioridade é para processos com réus presos, o que não é o caso.

Além de o julgamento de quem está solto ser marcado por ordem cronológica, o Judiciário ressaltou que existe um volume elevado de processos na vara, que é a única na comarca com competência do júri popular. A unidade também responde pelas precatórias criminais e por crimes contra a pessoa. Atualmente, o acervo tem mais de 4,2 mil processos.

Relembre o caso

Segundo as informações apuradas pela Polícia Civil e Militar, o estrangeiro Herman Durwood saía de uma casa noturna acompanhado de uma mulher e, após um desentendimento, foi agredido por Jefferson Batista Xavier. O crime foi registrado na madrugada do dia 8 de dezembro do ano passado, em Uberlândia, e câmeras registraram o momento das agressões.

Após ser espancado, Herman foi socorrido em estado grave para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e ficou internado por pouco mais de um mês na Unidade de Terapia Intensiva. A pedido da esposa, ele foi transferido para o país de origem, onde faleceu dez dias após a transferência.

Morre engenheiro norte-americano espancado em Uberlândia

Herman tinha 51 anos e estava no Brasil há cerca de um mês para prestar serviço na área de engenharia para a fábrica da Souza Cruz na cidade.

Em entrevista ao G1, o advogado de Jefferson disse que o local se tratava de uma casa de prostituição e que o cliente teria sido agredido pela vítima primeiro, sendo alvo também de ofensa racista. O suspeito estava acompanhado do amigo Wallyson Romário dos Santos, ambos com 23 anos, que também foi indiciado por participação no crime.

Os dois foram presos e após recurso impetrado pela defesa nas instâncias superiores foram soltos, em março deste ano. Foi deferida a ordem de liberdade ao Jefferson, em caráter liminar, e o benefício estendido a Wallyson em 27 de fevereiro. Eles continuam respondendo ao processo em liberdade.


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