Suspeita de doação indevida de materiais de construção e uso do carro do Executivo estão no centro da apuração.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a suspeita de irregularidades em programas sociais da Prefeitura de Arcos, como a doação de materiais de construção, e ainda o uso do carro oficial do Executivo, iniciou o processo de notificação das pessoas que serão ouvidas durante as audiências.

De acordo com o vereador presidente da CPI, Hugo Romano (PSDC), já foi solicitada a cooperação dos órgãos externos de fiscalização- Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF)-, uma vez que existe a suspeita de irregularidade no Cadastro Único (Cad-Único) que é um programa do governo federal.

O G1 entrou em contato com a Prefeitura e aguarda retorno.

Entenda o caso

A comissão foi instituída no dia 10 de maio, após a Câmara Municipal receber denúncias de irregularidade em programas sociais da Prefeitura de Arcos.

A portaria que instituiu os membros da comissão foi publicada no site da Câmara no dia 14 de maio. Para o caso de algum dos membros deixar a comissão, foram nomeados como suplentes os vereadores João Carlos de Oliveira (PTC), Donizetti Bernardes da Silva (PTB) e o vereador Rodrigo César Carvalho Pefister (PRB).

Conforme a Câmara, o prazo para a conclusão dos trabalhos da CPI é de 120 dias, podendo ser prorrogado por igual período.

O pedido de abertura da CPI foi apresentado pelos vereadores Luiz Henrique Sabino Messias (PSB), João Paulo Teixeira Cunha (PSD), Hugo Romano Teixeira do Vale (PSDC), João Carlos de Oliveira (PTC) e Donizetti Bernardes da Silva (PTB).


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