Devotos amapaenses renderam tributo à Iemanjá nesta sexta-feira (2), em frente ao Trapiche Eliezer Levy, com oferendas, musicas e danças.

Em Macapá, as homenagens ao Orixá africano Iemanjá reuniu sacerdotes de terreiros, filhos de santo e admiradores de religiões de matriz africana na orla da cidade. A festa em tributo a rainha do mar ocorreu nesta sexta-feira (2), em frente ao Trapiche Eliezer Levy e integrou a programação de aniversário da capital amapaense, que completa 260 anos no domingo (4).

O entoar dos tambores deu início a celebração, seguido das oferendas. Réplicas de barco, flores, e outros objetos foram lançados nas águas do Rio Amazonas. Iemanjá, que é protetora dos pescadores, foi reverenciada também com música e banho de cheiro.

Pais de Santo puxaram as canções em homenagem a rainha do mar, enquanto filhos e outros sacerdotes se organizaram em uma grande roda para dançar pedindo fartura, boas novas e paz. A organizadora do evento, a sacerdotisa da umbanda e mina nagô Iolete Nunes, de 64 anos, diz querealizar o festival é um compromisso.

?Eu sou filha de Iemanjá mesmo, e faço essa festa com muita luta, mas como é bonita. Para mim é momento de desejar prosperidade, paz, e de pedir para que a rainha possa acabar com a intolerância religiosa no Brasil e no nosso estado?, contou.

A realização é da entidade presidida por Iolete, a Federação Cultural Afro-Religiosa de Umbanda e Mina Nagô (Fecarumina) e da prefeitura de Macapá, que este ano inseriu o Festival à Iemanjá no calendário oficial do município.

?Esse encontro representa o grande culto à mãe do mar. É um ritual ancestral muito significativo para as religiões de matrizes africanas e para o povo negro, e que este ano foi inserido no calendário oficial do município?, diz Josilana Santos, diretora adjunta do Instituto Municipal de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Improir).

As homenagens contaram também com apresentações de capoeira, makulelê e do grupo Arautos do Axé.

Iemanjá é considerada rainha dos mares e protetora dos pescadores e jangadeiros. Assim como outras entidades de terreiros, ela é professada no catolicismo, chamada de Nossa Senhora da Conceição, uma das manifestações da Virgem Maria.

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