Uma aeronave com tripulantes russos a bordo decolou da Espanha e, segundo assegura a mídia portuguesa, violou o espaço aéreo nacional, não possuindo plano de voo nem havia avisado as autoridades. Em resultado, foi interceptada e escoltada por caças F-16 da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Comunica-se que o incidente ocorreu há duas semanas, em 5 de maio, mas apenas agora foi confirmado pela FAP e NAV Portugal (instituição responsável pela gestão do tráfego aéreo do país) à agência Lusa.

Além disso, o aeroporto da capital portuguesa foi obrigado a suspender as aterrissagens e as decolagens por "questões de segurança" durante 15 minutos.

"Como é procedimento normal, a NAV Portugal foi informada pela FA [Força Aérea] da operação em curso e tomou as medidas adequadas a este tipo de situações de modo a garantir a todo o tempo a segurança da aviação civil", informou a NAV.

O helicóptero, que saiu da província de Toledo com destino a Portugal, foi interceptado por dois caças F-16 portugueses de produção estadunidense que estão permanentemente prontos para levantar voo da Base Aérea n.º5, em Monte Real, Leiria.

Após ser escoltado, a aeronave com tripulação russa acabou por aterrar em um heliporto junto ao passeio marítimo de Algés, concelho de Oeiras. Depois disso, a tripulação se digeriu à polícia após o respectivo pedido da FAP.

Para a Autoridade Nacional da Aviação Civil de Portugal (ANAC), do ponto de vista jurídico aconteceu uma violação das regras aeronáuticas. A entidade adiantou que, em situações desta natureza, tem o direito de iniciar um processo de contraordenação em relação ao operador e ao piloto.