O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em ucraniano) abriu processo contra nacionalistas que no início de maio detiveram em Kiev o cidadão brasileiro, Rafael Lusvarghi, comunicou nesta segunda-feira (18), o advogado Valentin Rybin.

No início de maio, nacionalistas ucranianos afirmaram ter detido em Kiev o cidadão do Brasil Rafael Lusvarghi que foi acusado na Ucrânia de se envolver em combates ao lado da República Popular de Donetsk (DNR). Nacionalistas levaram-no ao prédio do SBU para entregá-lo às autoridades. 

O juiz da região de Dnepropetrovsk sentenciou prisão de Lusvarghi até 5 de julho sem possibilidade de pagamento de fiança.

O Principal Departamento de Investigação do SBU começou a investigar as ações de representantes da organização nacionalista S14 que deteve o brasileiro em 4 de maio de 2018 no centro de Kiev, comunicou Rybin no Facebook, acrescentando que o SBU acusa nacionalistas de ato terrorista e de sequestro. 

Entre setembro de 2014 e novembro de 2015, Lusvarghi combateu no Exército da República Popular de Donetsk, sendo posteriormente preso na capital ucraniana em outubro de 2016.

Em janeiro de 2017, o brasileiro foi condenado a 13 anos de prisão por "atos de terrorismo" contra o Estado ucraniano. Contudo, após algum tempo, ele foi libertado por possíveis irregularidades no processo e se refugiou em um mosteiro onde foi detido pelos nacionalistas.