O jornalista russo e chefe do portal RIA Novosti Ucrânia Kirill Vyshinsky, preso na Ucrânia, será transferido a um centro de detenção em Kiev, onde terá encontro com o ombudsman russo.

Segundo ela, a parte ucraniana fez tudo possível para haver "movimentações mínimas e conforto máximo nas visitas de Tatiana Moskalkova [ombudsman dos direitos humanos da Rússia] às pessoas com quem ela quis se encontrar".

"Foram estabelecidos acordos com todas as entidades com influência na transferência de Vyshinsky a um centro de detenção em Kiev. Isso foi acordado com o SBU [Serviço de Segurança da Ucrânia] que está investigando o caso de Vyshinsky, com o investigador que trabalha em seu processo; o acompanhamento [de Vyshinsky] a Kiev foi acordado com o Ministério do Interior", informou Lyudmila Denisova, ombudsman dos direitos humanos da Suprema Rada ucraniana.

De acordo com Denisova, durante sua visita à Ucrânia Moskalkova terá a oportunidade de visitar Aleksandr Baranov e Maksim Odintsov, ex-militares ucranianos que, depois da reunificação da Crimeia com a Rússia, adquiriram a nacionalidade russa e foram condenados na Ucrânia por traição à Pátria e deserção a 14 e 13 anos de prisão, respetivamente.

O chefe do portal RIA Novosti Ucrânia foi detido em Kiev, em 15 de maio, acusado de apoiar as autoproclamadas República Popular de Donetsk (RPD) e República Popular de Lugansk (RPL). O jornalista pode ser condenado a 15 anos de prisão. Dois dias após a detenção, o tribunal ucraniano de Kherson decretou a prisão preventiva do jornalista por 60 dias.

Vladimir Putin qualificou a prisão de Vyshinsky de algo sem precedentes, tendo Moscou enviado uma nota de protesto a Kiev exigindo o fim da violência contra jornalistas.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e o Conselho da Europa também expressaram preocupação pela detenção do jornalista russo.