Previamente, o Reino Unido ameaçou realizar ciberataques contra o Kremlin ou provocar um apagão em caso de uma nova "agressão" de Moscou.

Devido ao fato de o país britânico não possuir armas suficientes para enfrentar a Rússia, os comandantes decidiram que um ciberataque seria a única alternativa a uma possível "agressão russa".

Por sua vez, o jornalista Matthew Norman, em seu artigo publicado na revista britânica The Independent, explicou que o Reino Unido não tem capacidade para travar uma guerra cibernética ou autoridade moral para fazer isso.  

Norman ressalta que, em relação ao ciberespaço, o clima parece estar se esquentando na linha de frente de uma nova Guerra Fria. 

Segundo o autor do artigo, que se mostra muito cético sobre o assunto, o Reino Unido costuma apresentar gestos apelativos, sendo na realidade um ator ruim.

Ele supõe que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ignorará a ameaça, já que a troca constante de ameaças recíprocas não faz muito sentido. 

O jornalista britânico enfatiza que a situação atual se assemelha à da Guerra Fria, no entanto, Londres não é capaz de realizar um ataque cibernético tangível.

Norman conclui que tanto as manobras militares do Reino Unido quanto suas ameaças cibernéticas têm caráter mais simbólico.