Os EUA e a OTAN estariam se unindo para desenvolver novas táticas para combater os submarinos. O plano firmado por 13 aliados da OTAN prevê o desenvolvimento e construção de sistemas navais autônomos.

Em julho, os líderes desses países assinaram um plano visando a cooperação no desenvolvimento de novas tecnologias capazes de combater minas marítimas e submarinos, segundo o comunicado de imprensa citado pelo site Defence News. No comunicado consta que "a utilização de sistemas não tripulados é um grande salto em tecnologia marítima", além de "[…] elevar tanto o nosso conhecimento da situação quanto o nosso controle dos mares".

Outro fato de interesse seria a possibilidade de lucrar com o desenvolvimento do sistema, já que ele poderia ser negociado em 13 mercados simultaneamente, o que seria bom para as empresas envolvidas, segundo a publicação do Defence News.

O acordo entre os aliados para o desenvolvimento dos sistemas seria para combater uma eventual ameaça dos submarinos russos, pois conforme o especialista do Conselho do Atlântico, que anteriormente integrou o Departamento de Defesa dos EUA, "os membros da OTAN estão apreensivos pelo crescimento da ameaça dos submarinos russos e estão investindo mais recursos […]", considerando que os novos e mais furtivos submarinos russos do Atlântico Norte seriam muito mais difíceis de serem rastreados pelas marinhas da OTAN.

Além disso, o acordo assinado pelos países aliados para o desenvolvimento e construção de submarinos não tripulados expõe a tendência para crescente utilização desses sistemas, aos quais diversos países estão recorrendo para combater submarinos inimigos.

O especialista militar do jornal "Komsomolskaia Pravda", Victor Baranets, comentou o fato de a OTAN estar tentando desenvolver sistemas marítimos autônomos para combater os submarinos russos, afirmando que "os países da OTAN já há muito tempo estão desenvolvendo projetos especiais visando à criação de sistemas marítimos não tripulados, […] podendo estar trabalhando em robôs subaquáticos que são controlados a partir de navios de superfície […]".

Victor Baranets também refere que esse desenvolvimento poderia envolver "[…] tecnologias para criação de pequenos torpedos autônomos guiados, que procurariam e eliminariam o objetivo subaquático inimigo […]", o que para o especialista militar "[…] sugere que a tática e estratégia de guerra submarina da OTAN está sendo revista".

"[…] Nós desenvolvemos um submarino não tripulado muito poderoso, o ‘Poseidon'. O mundo está aprimorando cada vez mais seus meios de guerra naval", finalizou Victor Baranets.

Vale ressaltar que os países envolvidos no acordo são a Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Turquia, Reino Unido e os EUA.