De acordo com o chanceler russo, Sergei Lavrov, nas fronteiras sul do país só devem estar posicionadas forças armadas sírias; as outras formações devem abandonar a área.

A Rússia e os EUA continuam dialogando a nível diplomático e militar no que se refere à situação na região síria de Al-Tanf,  afirmou nesta segunda-feira (28) Sergei Lavrov durante a coletiva de imprensa com seu homólogo moçambicano, José Pacheco. 

"Estamos observando que naquela área, inclusive no campo de refugiados de Rukban, têm surgido cada vez mais frequentemente grupos armados, incluindo alguns que, segundo nossos dados, estão relacionados com o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], bem como com outras formações radicais", assinalou o chanceler russo.

Além disso, Lavrov disse esperar que as promessas sobre a retirada em breve das tropas norte-americanas da base síria de Al-Tanf sejam cumpridas. 

"A zona foi criada de forma artificial, por motivos que não têm sentido do ponto de vista militar. Sendo assim, nos contatos pela linha de nossos ministérios militares, temos chamado a atenção de nossos colegas norte-americanos para isso", destacou Lavrov.

O chanceler russo enfatizou que inicialmente, o acordo de criação de zona de desescalada no sudoeste da Síria pressuponha a "eventual" retirada de todas as forças do território além das forças governamentais sírias.

"Com certeza, todas as forças não sírias devem ser retiradas dali de forma recíproca, isso deve ser um processo dos dois lados. Em resultado de todo este trabalho, somente representantes das forças armadas sírias deverão ficar posicionados no lado sírio da fronteira do país com Israel", ressaltou Lavrov.

Os EUA ocupam uma zona de 34 quilômetros em torno da base militar de Al-Tanf, local onde suas forças treinam e armam unidades da oposição síria.

O campo de refugiados de Rukban está situado a 17 quilômetros ao sul de Al-Tanf, dentro da zona controlada pelos EUA, perto da fronteira entre a Síria e a Jordânia. 


Mais Lidos

Publicidades