Do tamanho do estado de Alagoas, país é um dos mais globalizados da Europa e reúne cerca de 1.500 marcas da bebida; conhecida como os Diabos Vermelhos, seleção nacional está em ótima fase

Conhecida por suas excelentes cervejas, a Bélgica é uma espécie de “capital da Europa”, abrigando tanto a sede da União Europeia, quanto a da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Além disso, o país reúne em seu pequeno território – que tem pouco mais que o tamanho do estado de Alagoas –  tudo aquilo que o mundo reconhece como sendo típico do continente.

Com cidades medievais, impressionantes monumentos arquitetônicos, incontáveis obras de arte produzidas ao longo da história e tido como paraíso da gastronomia, o reino da Bélgica – sim, os belgas têm um rei – é também um polo tecnológico altamente industrializado e de economia globalizada. 

O país é uma monarquia constitucional, de regime democrático parlamentar. Isso significa que o chefe de Estado é o rei – atualmente, Filipe I, que ocupa o trono desde 2013 –, mas o chefe de governo é o primeiro-ministro, que é indicado pelo rei, mas deve ser aprovado pelo parlamento.

Cerca de 44% do território belga é destinado a atividades agropecuárias, mas toda a área abriga apenas 3% da população do país. Os produtos provenientes do campo não são tão significativos para a economia local quanto automóveis e diamantes, por exemplo, os principais artigos de exportação. No entanto, a Bélgica é fornecedora de carne suína e de aves, leite e derivados principalmente para outros países europeus. 

Na relação comercial com o Brasil, o país aparece como um importante comprador de suco de laranja, em operações que renderam mais de US$ 700 milhões em 2017. Fumo e café também estão entre os produtos nacionais adquiridos pelos belgas. Já o Brasil compra do país europeu agroquímicos e medicamentos.

Bebida de monges e freiras

A cerveja é o produto mais emblemático da Bélgica. A história da bebida no país remonta à Idade Média, quando monges e freiras deram início ao processo de fabricação. Conta-se que, naquela época, a água disponível nas cidades não era das mais puras, provocando doenças na população; dessa forma, a maioria das pessoas optava por beber um tipo mais leve de cerveja, já que o processo de fermentação eliminava boa parte dos germes presentes na água. 

A bebida manteve sua presença e importância ao longo dos séculos. Cervejarias centenárias permanecem até hoje em atividade, havendo cerca de 1.500 marcas no país e mais de 700 perfis diferentes de sabor. A bebida está tão entranhada no estilo de vida da população que, em 2016, a cultura da cerveja na Bélgica foi incluída pela Unesco na lista do Patrimônio Imaterial e Cultural da Humanidade

Assim como a cerveja do país, o chocolate belga virou sinônimo de qualidade. Alguns fabricantes nacionais do produto estão entre os mais sofisticados do mundo. No ano passado, a Bélgica arrecadou quase US$ 3 bilhões com a exportação de chocolates.

No futebol
 
A seleção de futebol da Bélgica ocupa o terceiro lugar no ranking da Fifa, atrás do Brasil e da primeiríssima Alemanha. Os Diabos Vermelhos, nome pelo qual a equipe é chamada há mais cem anos, tiveram o melhor desempenho da história na Copa do Mundo de 1986, no México, sendo eliminada apenas na semifinal para a campeã Argentina. 

Os belgas fizeram uma bela campanha no mundial de 2014, aqui no país, ganhando a simpatia da torcida brasileira. A Bélgica seguiu invicta até as quartas de final, quando caiu por 1 a 0, novamente diante da Argentina. 

Os “diabos” chegam à Rússia em boa fase, após uma conquista tranquila da vaga, com nove vitórias em campo. O destaque da seleção conduzida pelo técnico espanhol Roberto Martínez é o meio-campo Kevin de Bruyne, que atua no campeonato inglês pelo Manchester City.

Outra estrela do time é o ponta-esquerda Eden Hazard, jogador do Chelsea, da Inglaterra. Ele já havia sido a principal aposta da equipe na Copa de 2014 e, para este mundial, tem como aliado o irmão Thorgan Hazard, que busca um espaço entre os titulares. A Bélgica estreia na Copa da Rússia no dia 18 de junho, em jogo contra o Panamá.


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