JBS não deu detalhes sobre o motivo das mudanças na política de hedge; supostas irregularidades em operações com derivativos financeiros motivaram prisão de Wesley Batista.

A JBS informou nesta sexta-feira que seu conselho de administração aprovou uma revisão na sua política de gestão de riscos financeiros e de commodities (hedge).

No comunicado, a JBS não deu detalhes sobre o motivo das mudanças ou de que forma ela será alterada.

A empresa, que nos últimos anos tem sido bastante ativa em operações com os chamados derivativos financeiros, atribuía o movimento à necessidade de proteger os preços de seus ativos das variações cambiais e dos preços globais das commodities, obteve em alguns períodos fortes ganhos no mercado financeiro.

O uso de informação privilegiada em algumas operações feitas pela empresa é a principal acusação contra Wesley Batista, ex-presidente da empresa, que está preso desde setembro.

Nova auditoria

O conselho da JBS também aprovou contratar uma nova firma de auditoria independente, a Grant Thornton, em substituição à BDO RCS. Segundo o comunicado, a decisão obedece a regra da empresa que prevê rodízio obrigatório de auditores a cada cinco anos.

A BDO RCS, no entanto, ainda deve emitir seu parecer sobre os resultados da companhia referentes a 2017.

Os auditores financeiros da JBS também são investigados pela Comissão de Valores Mobiliários.


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