Segundo a estatal, 24 dos 32 sindicatos decidiram encerrar a paralisação, e 91% do efetivo total trabalhou normalmente nesta terça-feira (13).

A greve dos funcionários dos Correios foi encerrada na maior parte do país, segundo comunicado divulgado na noite desta terça-feira (13) pela estatal.

Segundo os Correios, até as 18h, 24 dos 32 sindicatos de trabalhadores que haviam aderido à paralisação iniciada na noite de domingo (11) decidiram encerrar o movimento. Outros 4 sindicatos não paralisaram as atividades. "Hoje 96,5 mil empregados (o equivalente a 91% do efetivo total dos Correios) trabalharam normalmente", informou a aestatal.

A empresa informou ainda que na tarde desta terça-feira o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de efetivo mínimo de 80% dos trabalhadores em cada unidade, enquanto durar a greve.

Reivindicações

Entre as razões para a greve estão plano de carreira e retirada de benefícios. Veja abaixo:

  • alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários
  • cobrança de mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde
  • suspensão de férias a partir de abril para carteiros, atendentes e operadores de cargas
  • redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa
  • extinção do cargo de operador de triagem e transbordo (responsável pelo processo de tratamento e encaminhamento de cartas e encomendas)
  • fechamento de mais de 2.500 agências próprias por todo o Brasil
  • não realização de concurso público desde 2011 e planos de demissão voluntária que reduziram o número de funcionários

TST autoriza Correios a cobrar mensalidade de plano de saúde

Na véspera, o TST decidiu autorizar a cobrança de mensalidade dos funcionários da estatal e de seus dependentes. Pela decisão, o valor da mensalidade dependerá da renda do trabalhador.

Segundo a estatal, os custos do plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos Correios, ou uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão ao ano.


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