Empresa que está em processo de fusão com a Suzano Papel e Celulose registrou geração de caixa recorde.

A Fibria conseguiu reduzir prejuízo em 19%, para R$ 210 milhões no segundo trimestre, com o desempenho sendo beneficiado por maiores preços de celulose, mas prejudicado pelo resultado financeiro, informou a fabricante da matéria-prima do papel nesta quarta-feira (25).

A empresa, que está em processo de fusão com a Suzano Papel e Celulose, registrou geração de caixa recorde medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 2,5 bilhões, crescimento de 133% na comparação anual, em meio à valorização do dólar contra o real e aumentos de preços da celulose.

O volume de produção ficou estável em relação ao primeiro trimestre, mas subiu 20% na comparação anual para 1,6 milhão de toneladas em função principalmente da entrada em operação da nova linha de produção Horizonte 2. A produção poderia ter sido maior não fosse o impacto de paradas programadas, greve dos caminhoneiros e redução de produção na unidade Aracruz.

Já o volume de vendas subiu 15% na comparação anual, com a entrada da Horizonte 2, amparado pelo bom desempenho da demanda, principalmente na Ásia.

Com o maior volume de vendas, valorização do dólar em relação ao real e aumento de 32% do preço médio líquido da celulose em dólar, a receita líquida da Fibria saltou 70%, para R$ 4,72 bilhões de reais de abril a junho na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, o custo caixa de produção teve leve alta de 1% na comparação anual, para R$ 668 a tonelada. Excluindo o efeito da greve dos caminhoneiros, cujo o impacto foi de R$ 31 a tonelada, e as paradas programadas, o custo teria caído 9% na comparação anual, disse a empresa.

A Fibria destacou que a demanda de celulose continuou forte no trimestre, enquanto a greve dos caminheiros no final do maio, que forçou a parada parcial ou total de todas as fábricas de celulose do país, reduziu os estoques em cerca de 250 mil toneladas de celulose de fibra curta.

Apesar da queda sazonal da demanda durante o verão no Hemisfério Norte, a Fibria espera manutenção do cenário de "demanda forte e crescente", devido aos estoques em patamares historicamente baixos, entre outros fatores.

Financeiro

A valorização do dólar frente ao real, que ajudou no resultado operacional da Fibria, levou a uma forte piora do resultado financeiro devido ao efeito na posição de dívida e no resultado de hedge.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 2,24 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 798 milhões negativos mesmo período do ano passado.

A dívida líquida em dólar somava US$ 3,58 bilhões ao fim do trimestre, queda de 6% ante o mesmo período de 2017. A relação dívida líquida/Ebitda em dólar recuou para 1,58 vez, ante 3,75 vezes no segundo trimestre de 2017. Em reais, a relação ficou em 1,83 vez.

A Fibria encerrou o trimestre com posição de caixa de US$ 1,872 bilhão.


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