De acordo com mensagens internas trocadas com outros executivos da empresa, Zuckerberg questionou a pr?tica na ?poca. Recentemente o executivo lamentou sua escolha em uma publica??o na rede social.

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, questionou a pr?tica empresarial de fornecer a milh?es de desenvolvedores de software acesso amplo aos dados dos usu?rios antes de endossar a pr?tica em 2012, segundo emails internos publicados na ?ltima quarta-feira (5).

A decis?o tornou poss?vel que um aplicativo de question?rios coletasse dados de cerca de 87 milh?es de usu?rios do Facebook no ano seguinte, e depois compartilhasse as informa??es com a agora extinta consultoria brit?nica Cambridge Analytica, que trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump.

Zuckerberg lamentou a sua escolha em uma publica??o no Facebook na quarta-feira, dizendo que reprimir o acesso aos dados um ano antes poderia ter ajudado a empresa a evitar um esc?ndalo de privacidade que manchou sua reputa??o.

Os emails de 2012 do executivo, obtidos por um painel do governo brit?nico que investiga o Facebook, traz luz sobre as delibera??es internas relativas ? quest?o estrat?gia sobre o compartilhamento de dados de usu?rios da rede social.

Quando os emails foram enviados, o Facebook havia recentemente aberto seu capital e contava com aplicativos de terceiros, como jogos, para ajudar a impulsionar o crescimento da rede social.

Mas Zuckerberg questionou se tais aplicativos e os dados que eles enviaram de volta ao Facebook estavam produzindo aumentos suficientes no uso e na receita da rede social.

"Em teoria, queremos informa??es, mas as publica??es que os desenvolvedores est?o nos dando s?o realmente valiosos?" Zuckerberg escreveu em resposta a um longo email de outro executivo. "Eles n?o parecem ter (conte?do) direcionado e eu duvido que eles tamb?m aumentem significativamente o engajamento."

Uma alternativa proposta era cobrar os aplicativos pelo acesso aos dados dos usu?rios do Facebook, embora tal movimento provavelmente tivesse limitado o n?mero de aplicativos que funcionam com o Facebook, escreveu Zuckerberg em uma mensagem.

O Facebook manteve o rumo, com Zuckerberg rejeitando as taxas no final de 2012.

O Facebook n?o respondeu imediatamente a um pedido de coment?rio.

Engrenagens de transforma??o

As delibera??es nos emails do final de 2012 se concentravam no lucro e n?o na privacidade.

Zuckerberg e os l?deres seniores debateram como os acordos de troca de dados com empresas como o Spotify e o Pinterest poderiam gerar receita, acreditando que o Facebook estava obtendo menos benef?cios do acordo do que seus parceiros.

Por fim, Zuckerberg manteve o objetivo que havia estabelecido ao lan?ar as ferramentas para desenvolvedores anos antes: fazer com que as pessoas compartilhem mais itens no Facebook.

"O objetivo da plataforma ? unir o universo de todos os aplicativos sociais para que possamos permitir muito mais compartilhamento e ainda continuar sendo a plataforma central", disse ele em um email para v?rios altos executivos. "Isso encontra o equil?brio certo entre onipresen?a, reciprocidade e lucro."

Em sua oferta p?blica inicial (IPO), a empresa disse que trabalhar com outros aplicativos era "fundamental" para aumentar o uso do Facebook e melhorou sua capacidade de personalizar feeds de not?cias.


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