Mulheres têm melhor desempenho em indicadores que analisam o atraso escolar e o nível educacional da população adulta, segundo dados da PNAD Contínua 2016.

As mulheres apresentaram em 2016 um índice percentual maior de conclusão do ensino superior do que os homens, aponta estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O relatório aponta que, mesmo na educação básica, as mulheres apresentam indicadores de frequência melhores do que os dos homens.

Dados da PNAD Contínua 2016 apontam que, na faixa etária de 25 a 44 anos, em que o percentual de homens que completou a graduação foi de 15,6%, enquanto o de mulheres atingiu 21,5%, indicador 37,9% superior ao dos homens.

Mas, segundo o relatório, além dos impactos dos papéis de gênero e da entrada precoce dos homens no mercado de trabalho, há ainda outro aspecto envolvido na desigualdade: "a cor ou raça é fator preponderante na desvantagem educacional".

"A diferença entre homens brancos e mulheres pretas ou pardas que conseguiram completar o ensino superior ainda é superior a 10 pontos percentuais", aponta o relatório.

Percentual de pessoas com diploma do ensino superior, por sexo e raça
Dados da PNAD Contínua 2016
Fonte: IBGE

Os gráficos da PNAD mostram que há diferenças semelhantes entre os gêneros quando comparados os grupos por cor ou raça. Entre homens brancos e pretos ou pardos, a diferença é de 13,7 pontos percentuais. Entre mulheres brancas e pretas ou pardas, a diferença é de 13,1 pontos percentuais.

Se avaliados apenas a faixa etária os diplomados que têm entre 25 e 44 anos de idade, a diferença é maior: 15,2 pontos percentuais e 17,6, respectivamente.

Percentual de diplomados com entre 24 e 44 anos, por gênero e raça ou cor
Dados da Pnad Contínua 2016
Fonte: IBGE

Frequência

O estudo apontou ainda que a "taxa de frequência escolar líquida ajustada, que é o nível de ensino adequado a sua faixa etária, é superior entre as mulheres.

"Em 2016, segundo dados da PNAD Contínua, a taxa de frequência escolar líquida ajustada no ensino médio dos homens de 15 a 17 anos de idade era de 63,2%, 10,3 pontos percentuais abaixo da taxa feminina (73,5%)."

Percentual de egressos do ensino superior, por sexo
População de 25 anos ou mais, segundo a PNAD Contínua 2016
Fonte: IBGE

Mulheres nos cursos relacionados à ciência

Os dados do IBGE não detalham as áreas nas quais as mulheres têm melhor desempenho. Entretanto, reportagem do G1 com base nos dados do Censo Escolar do Inep apontou que as mulheres representam 60% das pessoas que concluíram cursos superiores no Brasil em 2015.

No entanto, quando são considerados apenas os cursos relacionados às ciências (biologia, farmácia, engenharias, matemática, medicina, física, química, ciência da computação, entre outros), a participação feminina cai para 41% - índice que não registra aumento desde 2000.


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