Luan Galdino, que está no 3º ano do ensino médio, disse que fez os vestibulares para conhecimento. Aprovações ocorreram em vestibulares internos de universidades em MG, RS, PE e SP.

O adolescente Luan Galdino, de 17 anos, que mora com os pais em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, estudou em média 12 horas por dia e abriu mão de todas as atividades de lazer durante a semana para se dedicar aos estudos. O esforço rendeu a ele a aprovação em medicina em seis universidades federais do país.

?Para não dar uma pirada, dava um descanso entre uma aula e outra. Eu estudava de segunda-feira até sábado. Tirava o domingo para relaxar?, disse ao G1.

Luan faz o terceiro ano do ensino médio junto com o curso técnico de química no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

O estudante direcionou os estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017. Escreveu mais de 60 redações ao longo do ano e respondeu muitas listas de exercícios, principalmente nas matérias que tinha mais dificuldade, como a matemática.

Ele cursava o ensino médio pela manhã, fazia cursinho pré-vestibular no período da tarde com videoaulas e respondia listas de exercícios à noite.

?Fiz [os vestibulares] apenas para conhecimento e não esperava tantas aprovações. Foi uma surpresa?, comentou.

Ele foi aprovado em seis faculdades de medicina: Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Todas elas exigiram na primeira fase um vestibular interno e, na segunda fase, foi utilizada a nota do Enem, no qual o estudante tirou 848,7 e nota 913,9 na redação. Por opção, Luan decidiu não concorrer ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu), pois já estava satisfeito com a aprovação nos outros vestibulares.

Luan vai concluir o ano letivo em março de 2018. Até lá, ele disse que vai decidir se vai seguir carreira na medicina ou vai se dedicar a outro sonho: se tornar seminarista e em seguida padre.

?Eu falei que tiraria o ano de 2017 para estudar. Queria conseguir conciliar a mesma trajetória: ajudar as pessoas tanto no corpo quanto na alma?, comentou.

Filho de um advogado e de uma dona de casa, ele diz que teve todo o apoio dos pais durante o período do estudo.

O estudante tem como hobby jogar vôlei, nadar e tomar tereré com os amigos, além de participar das atividades de uma igreja católica em Rondonópolis.


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