Integrantes do Palácio do Planalto têm se mostrado preocupados com a possíveis ausências de aliados nas sessões da Câmara destinadas ao debate sobre a reforma da Previdência. Consideram que o número de parlamentares presentes pode representar um "suspiro" ou a "pá de cal" sobre os planos de aprovação da proposta, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

"Vai ser um termômetro para saber se há condições ou não de pautar a votação da reforma no dia 28. Se os aliados não forem, significa que estão fugindo do tema e não vão votar", resume um aliado.

Diante do atual cenário, o Planalto conta com a atuação de prefeitos e governadores, além de representantes do setor produtivo, para que haja algum efeito, diminuindo a resistência dos parlamentares.

"Só teremos o retrato atual da reforma no início da próxima semana, com a chegada dos líderes", reconheceu ao blog um ministro.

Com mais essa dificuldade, o governo também já admite negociar novas concessões para viabilizar a votação.

A criação de uma transição para os servidores que entraram para o serviço público até 2003 é um dos pontos mais avançados. A mudança visa garantir a possibilidade de o servidor garantir a integralidade do salário sem necessariamente ter alcançado a idade mínima.

A proposta vem sendo negociada diretamente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e agrada aos tucanos.

"Até podemos mudar, mas vão ter que garantir a entrega de votos com isso", afirma um governista.

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