Nelson Leal Júnior e mais cinco pessoas foram detidas na atual fase, que apura crimes como corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na gestão das concessões de rodovias federais no Paraná.

Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediram, pela terceira vez, nesta quinta-feira (1º), a prisão preventiva do ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR) Nelson Leal Júnior, que é um dos seis investigados na 48ª fase da Operação Lava Jato.

Batizada de Integração, a atual fase apura crimes como corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na gestão das concessões de rodovias federais no Paraná.

Nelson é suspeito de usar o cargo que ocupava para editar atos em favor das concessionárias. Após a prisão, ele foi afastado do cargo por determinação do juiz Sérgio Moro.

No pedido desta quinta, o MPF argumentou que discorda com o teor das peças apresentadas pela defesa de Nelson em parte do processo.

Ao autorizar a operação, no dia 22 de fevereiro, Moro não acatou o primeiro pedido de preventiva dos seis investigados e ordenou que eles fossem presos temporariamente. Na segunda (26), o MPF também pediu a preventiva do grupo, mas a juíza substituta Gabriela Hardt decidiu prorrogar por mais cinco dias.

Nesta sexta (2), vence o prazo da prorrogação. Agora, o juiz deve decidir de converte a prisão para preventiva, que é quando não há prazo para deixar a carceragem, ou se liberta os investigados.

Operação Integração

Além dos seis mandados de prisão, a Polícia Federal (PF) cumpriu 55 mandados de busca e apreensão; a Casa Civil, na sede do governo estadual, foi um dos alvos.

De acordo com a investigação, o valor do pedágio foi superfaturado para financiar a corrupção. Nelson Leal, então diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), é suspeito de usar o cargo que ocupava para editar atos em favor das concessionárias.

Veja quem são os presos da 48ª fase que estão detidos na carceragem da PF:

  • Nelson Leal - então diretor-geral do DER-PR;
  • Oscar Alberto Gayer da Silva - ex-funcionário do DER-PR;
  • Wellington de Melo Volpato - sócio da Eco Sul Brasil Construtora;
  • Hélio Ogama - diretor-presidente da Triunfo Econorte;
  • Leonardo Guerra - administrador da empresa Rio Tibagi;
  • Sandro Antônio de Lima - funcionário da Econorte.

O outro lado

O advogado Beno Brandão, que defende Nelson Leal Júnior, disse que, também, pela terceira vez, vai apresentar contrariedade do pedido do MPF.

A defesa de Leonardo Guerra informou que vai se manifestar no processo.

Por meio de nota oficial, o Governo do Paraná informou que o governador Beto Richa determinou uma investigação para apurar as suspeitas levantadas pela força-tarefa. Este trabalho, conforme o governo estadual, será conduzido pela Controladoria Geral do Estado.

A defesa de Hélio Ogama disse que a prisão decretada contra o seu cliente é desnecessária.

Os advogados de Oscar Alberto da Silva disseram que seu cliente é inocente.

A defesa de Wellington Volpato, disse que não vai comentar o processo.

O G1 tenta contato com a defesa do funcionário da Econorte Sandro Antônio de Lima.

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