O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e prorrogou por 60 dias o prazo para conclusão das investigações de inquérito sobre o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e outros quatro parlamentares acusados de receber propinas da Odebrecht: o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA).

Em despacho apresentado nesta semana, Fachin acolhe o pedido da PGR e determina o envio do processo à Polícia Federal para conclusão das investigações.

O inquérito foi aberto após delação premiada da Odebrecht e apura se os parlamentares receberam R$7 milhões em propina da construtora para aprovar a medida provisória que tratou de incentivos tributários a produtores de etanol e à indústria química em 2013.

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