República Democrática do Congo investiga 34 casos: 2 confirmados, 14 suspeitos e 18 prováveis. OMS diz se preparar para o 'pior cenário possível'.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, viaja para a República Democrática do Congo (RDC) neste sábado (12) com o objetivo de supervisionar a situação do novo surto de ebola declarado pelo país na terça-feira (8).

Tedros Adhanom fez o anúncio em sua conta pessoal no Twitter e afirmou que a viagem será para "avaliar as necessidades da resposta do Ebola em primeira mão".

Ao oficializar o novo surto de ebola, o governo da República Democrática do Congo confirmou dois casos da doença e a morte de 17 pessoas com sintomas aparentes da doença.

Na sexta (11), o Ministério da Saúde do país anunciou dois novos casos suspeitos, e o número de casos subiu para 34 (dois confirmados, 14 suspeitos e 18 prováveis).

Entre os casos suspeitos há dois funcionários da área da saúde contagiados e um que faleceu. Até agora, a doença se limita à região de Bikoro, ao nordeste de Kinshasa, na fronteira com Congo-Brazzaville.

9º surto no país

Equipes da OMS, Unicef, Cruz Vermelha e Médicos sem Fronteiras se deslocaram para a região onde surgiu o surto, um local remoto a 280 quilômetros da capital provincial e com uma infraestrutura muito pobre.

O diretor de emergências da OMS, Peter Salama, disse ontem que a organização está se preparando para iniciar uma campanha de vacinação assim que o governo congolês der sua autorização. A Aliança para a Imunização já anunciou que financiará as vacinas.

Tedros conversou com o ministro de Saúde do país, Oly Ilunga, para discutir a resposta à doença e mandar as vacinas "o mais rápido possível".

Surtos de ebola

É o nono surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo desde a descoberta do vírus no país em 1976, quando ainda se chamava Zaire, segundo a OMS.

A pior epidemia de ebola até hoje ocorreu entre 2013 e 2017 no oeste da África, registrou 29 mil casos e deixou 11,3 mil mortos principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.


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