Aaron Traywick | Biohacker é encontrado morto em hotel dos EUA

Aaron Traywick foi encontrado morto neste domingo (29) em um spa localizado na cidade de Washington, nos Estados Unidos. O biohacker e ativista de 28 anos de idade foi achado já sem vida no interior de um tanque de privação sensorial, que é usado para terapias alternativas. A causa da morte não foi divulgada e a polícia está investigando o caso, mas as autoridades não trabalham com a hipótese de crime.

De acordo com informações preliminares prestadas pela família de Traywick, ele teria sido encontrado flutuando no interior do tanque. O equipamento, que também é conhecido como tanque de isolamento ou de flutuação, é usado em terapias alternativas que envolvem meditação e alívio do stress, além de dores nas costas ou hipertensão. O paciente fica flutuando em água salobra em temperatura corporal, no escuro e completamente desligado de influências ou elementos externos. Este era um dos tantos tratamentos alternativos usados por Traywick em seu cotidiano.

Uma autópsia no corpo teria ocorrido neste começo de semana para determinar as causas da morte, mas os resultados ainda não foram divulgados ao público.

CEO da Ascendance Biomedial, uma empresa especializada em biohacking, Traywick era reconhecido por seu ativismo em prol das alterações corporais e da automedicação, principalmente no que toca a terapia genética. Foi esse tipo de abordagem que o levou à notoriedade e, também, a seu caráter “polêmico”, algo que motivou até mesmo alertas da FDA, órgão federal americano responsável pela certificação de remédios e tratamentos.

O principal produto de sua empresa é um kit de pesquisas médicas caseiras, por meio do qual Traywick e a Ascendance incentivavam seus clientes a buscarem por si próprios os caminhos para tratamento de doenças. Além disso, ele acreditava que tais métodos seriam os responsáveis pela descoberta individual de cura para condições como HIV e herpes.

Foi justamente por conta dessa segunda doença que Traywick ganhou as páginas dos noticiários recentemente. Em fevereiro, durante uma convenção de biohacking, o ativista injetou em si mesmo uma solução para tratamento de herpes criada a partir de um dos kits da Ascendance, como forma de demonstrar a segurança desse tipo de pesquisa.

Foi justamente isso que levou à atenção dos órgãos reguladores dos Estados Unidos. O ato foi transmitido ao vivo pelo Facebook e levou a declarações da FDA condenando a utilização de terapias não sancionadas e a realização de testes não-autorizados em seres humanos. A agência lembrou a necessidade de regulação justamente como forma de garantir a segurança de pacientes.

Entretanto, Traywick via a autoterapia genética como um ato político. Ele afirmava acreditar que os tratamentos desenvolvidos pelos clientes da Ascendance a partir de seus kits seria a solução para a cura de doenças e o futuro da medicina. Principalmente, o uso de tais soluções entregava o poder ao indivíduo e acabava com a dependência de médicos e órgãos federais, que ele considerava intimamente ligados à indústria e a interesses mercadológicos.

Isso se aplicava principalmente em países emergentes, com a Venezuela sendo o primeiro território internacional para o qual a Ascendance levaria seus produtos. Para Traywick, essa seria a solução para a escassez de recursos e medicamentos no país, e também a única opção para a população pobre que, do contrário, simplesmente morreria vítima de doenças ainda incuráveis.

As relações entre o ativista e a empresa que liderava, entretanto, estavam estremecidas, com representantes da Ascendance afirmando que não tinham contato com Traywick desde o final de março. Apesar disso, a empresa lamentou o falecimento de seu criador e o citou como um “visionário apaixonado”, que unia pessoas “diante dos maiores desafios já impostos à humanidade”, trabalhando em prol da democratização da medicina e de revoluções nos campos da terapia genética.

Fonte: Vice, BBC

Aaron Traywick | Biohacker é encontrado morto em hotel dos EUA

Aaron Traywick | Biohacker é encontrado morto em hotel dos EUA

Aaron Traywick foi encontrado morto neste domingo (29) em um spa localizado na cidade de Washington, nos Estados Unidos. O biohacker e ativista de 28 anos de idade foi achado já sem vida no interior de um tanque de privação sensorial, que é usado para terapias alternativas. A causa da morte não foi divulgada e a polícia está investigando o caso, mas as autoridades não trabalham com a hipótese de crime.

De acordo com informações preliminares prestadas pela família de Traywick, ele teria sido encontrado flutuando no interior do tanque. O equipamento, que também é conhecido como tanque de isolamento ou de flutuação, é usado em terapias alternativas que envolvem meditação e alívio do stress, além de dores nas costas ou hipertensão. O paciente fica flutuando em água salobra em temperatura corporal, no escuro e completamente desligado de influências ou elementos externos. Este era um dos tantos tratamentos alternativos usados por Traywick em seu cotidiano.

Uma autópsia no corpo teria ocorrido neste começo de semana para determinar as causas da morte, mas os resultados ainda não foram divulgados ao público.

CEO da Ascendance Biomedial, uma empresa especializada em biohacking, Traywick era reconhecido por seu ativismo em prol das alterações corporais e da automedicação, principalmente no que toca a terapia genética. Foi esse tipo de abordagem que o levou à notoriedade e, também, a seu caráter “polêmico”, algo que motivou até mesmo alertas da FDA, órgão federal americano responsável pela certificação de remédios e tratamentos.

O principal produto de sua empresa é um kit de pesquisas médicas caseiras, por meio do qual Traywick e a Ascendance incentivavam seus clientes a buscarem por si próprios os caminhos para tratamento de doenças. Além disso, ele acreditava que tais métodos seriam os responsáveis pela descoberta individual de cura para condições como HIV e herpes.

Foi justamente por conta dessa segunda doença que Traywick ganhou as páginas dos noticiários recentemente. Em fevereiro, durante uma convenção de biohacking, o ativista injetou em si mesmo uma solução para tratamento de herpes criada a partir de um dos kits da Ascendance, como forma de demonstrar a segurança desse tipo de pesquisa.

Foi justamente isso que levou à atenção dos órgãos reguladores dos Estados Unidos. O ato foi transmitido ao vivo pelo Facebook e levou a declarações da FDA condenando a utilização de terapias não sancionadas e a realização de testes não-autorizados em seres humanos. A agência lembrou a necessidade de regulação justamente como forma de garantir a segurança de pacientes.

Entretanto, Traywick via a autoterapia genética como um ato político. Ele afirmava acreditar que os tratamentos desenvolvidos pelos clientes da Ascendance a partir de seus kits seria a solução para a cura de doenças e o futuro da medicina. Principalmente, o uso de tais soluções entregava o poder ao indivíduo e acabava com a dependência de médicos e órgãos federais, que ele considerava intimamente ligados à indústria e a interesses mercadológicos.

Isso se aplicava principalmente em países emergentes, com a Venezuela sendo o primeiro território internacional para o qual a Ascendance levaria seus produtos. Para Traywick, essa seria a solução para a escassez de recursos e medicamentos no país, e também a única opção para a população pobre que, do contrário, simplesmente morreria vítima de doenças ainda incuráveis.

As relações entre o ativista e a empresa que liderava, entretanto, estavam estremecidas, com representantes da Ascendance afirmando que não tinham contato com Traywick desde o final de março. Apesar disso, a empresa lamentou o falecimento de seu criador e o citou como um “visionário apaixonado”, que unia pessoas “diante dos maiores desafios já impostos à humanidade”, trabalhando em prol da democratização da medicina e de revoluções nos campos da terapia genética.

Fonte: Vice, BBC


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